Varizes na gestação: causas e como prevenir!

Uma condição muito comum durante gestações é o surgimento de varizes e vasos dilatados; e isso por diversos motivos.

Além das preocupações estéticas e dos incômodos – como dores, queimação e “peso” nas pernas – isso também costuma gerar, nas mulheres, o receio de que possa trazer riscos maiores, tanto para ela quanto para o bebê.

A seguir, vamos te mostrar tudo o que você precisa saber sobre varizes na gestação: por que surgem, quais os riscos, como prevenir e tratar.

Acompanhe!

Varizes na gestação: por que acontece?

Durante a gestação, o corpo da mulher passa por diversas mudanças significativas, que aumentam a probabilidade de desenvolver varizes. Essas mudanças incluem aspectos hormonais, circulatórios e físicos. Vamos explorar esses aspectos com mais profundidade:

Aumento do volume sanguíneo

Ao longo da gravidez, o volume de sangue no corpo da mulher pode aumentar em até 50%. Esse aumento é crucial para suportar as necessidades metabólicas do feto em crescimento e para preparar o corpo para o parto, que pode envolver perda de sangue.

No entanto, esse maior volume de sangue eleva a pressão dentro das veias. As veias das pernas, em particular, precisam trabalhar contra a gravidade para retornar o sangue ao coração, o que pode ser dificultado pelo volume adicional, facilitando a dilatação das veias e a formação de varizes.

Alterações hormonais

A gravidez provoca alterações significativas nos níveis hormonais, incluindo um aumento na progesterona. Esse hormônio é conhecido por relaxar os músculos lisos do corpo, incluindo as paredes das veias. Quando as paredes das veias relaxam, elas podem se expandir mais facilmente sob pressão. 

Isso não apenas aumenta o diâmetro das veias, mas também pode enfraquecer as válvulas venosas, comprometendo sua capacidade de prevenir o refluxo do sangue. Quando essas válvulas falham, o sangue pode acumular-se nas veias, causando inchaço e a característica aparência azulada e torcida das varizes.

Pressão no abdômen

À medida que o útero se expande para acomodar o crescimento do bebê, ele exerce uma pressão crescente sobre as veias da região pélvica, especialmente a veia cava inferior. Essa pressão adicional pode dificultar o retorno venoso das extremidades inferiores. 

A compressão da veia cava inferior pelo útero agrava ainda mais o problema, pois reduz a eficiência com que o sangue é bombeado de volta ao coração, contribuindo ainda mais para a pressão venosa nas pernas.

Mudanças posturais e no fluxo sanguíneo

À medida que a gravidez avança, a postura e o equilíbrio da mulher se alteram, o que pode influenciar o fluxo sanguíneo venoso. 

Além disso, a gravidez pode resultar em alterações no fluxo sanguíneo projetadas para maximizar o suprimento de sangue ao útero e ao feto, mas essas alterações podem reduzir a eficiência do retorno venoso das pernas.

Esses fatores, interligados, explicam por que as mulheres grávidas têm uma chance significativamente maior de desenvolver varizes. A combinação de maior pressão venosa, paredes de veias enfraquecidas, válvulas venosas comprometidas e pressão abdominal crescente contribui diretamente para essa condição comum durante a gravidez.

Quais os riscos?

O desenvolvimento de varizes durante a gravidez não é apenas uma questão estética; ele também pode acarretar diversos riscos e complicações para a saúde. Aqui estão alguns dos principais riscos associados às varizes em gestantes:

✅ Dor e desconforto: Varizes frequentemente causam dor, peso e desconforto nas pernas. Essas sensações podem ser agravadas pelo prolongado período em pé ou sentada, o que é comum em muitas rotinas diárias.

✅ Inchaço: Além da dor, as varizes podem levar a um inchaço significativo nas pernas. Isso ocorre devido ao acúmulo de sangue nas veias dilatadas, o que pode piorar ao longo do dia, especialmente em períodos de calor ou após longos períodos de inatividade.

✅ Alterações na pele: As varizes podem causar alterações na pele ao redor das veias afetadas, incluindo pigmentação, eczema venoso (uma forma de dermatite), e endurecimento da pele. Estas mudanças são decorrentes da má circulação e do acúmulo de pressão nos vasos sanguíneos.

✅ Tromboflebite superficial: Esta é uma condição inflamatória que pode ocorrer quando um coágulo de sangue se forma em uma veia próxima à superfície da pele. Embora geralmente não seja tão grave quanto os coágulos sanguíneos em veias mais profundas, a tromboflebite superficial pode causar dor localizada e vermelhidão.

✅ Varizes hemorrágicas: Em casos raros, as varizes podem se romper, levando a sangramento. Isso pode acontecer devido ao afinamento da pele sobre as veias extremamente dilatadas. O sangramento pode ser difícil de controlar devido à localização e à pressão nas veias.

✅ Trombose venosa profunda (TVP): Embora seja menos comum, a gravidez aumenta o risco de TVP, uma condição séria onde um coágulo de sangue se forma em uma veia profunda, geralmente nas pernas. As varizes não causam diretamente TVP, mas a estase venosa (lentidão do fluxo de sangue nas veias) associada às varizes pode contribuir para seu desenvolvimento.

Estes riscos destacam a importância de monitorar e gerenciar as varizes durante a gravidez, mesmo que elas muitas vezes sejam vistas como um problema menor. Cada um desses riscos pode impactar significativamente a qualidade de vida e requer atenção para garantir tanto a saúde da mãe quanto a do bebê durante a gestação.

É possível prevenir?

Prevenir ou minimizar o surgimento e a intensidade das varizes durante a gravidez envolve uma combinação de medidas comportamentais e de estilo de vida. Embora nem sempre seja possível prevenir completamente as varizes, devido aos fatores hormonais e circulatórios inerentes à gravidez, aqui estão algumas estratégias eficazes:

Exercício regular

Atividades como caminhada ou natação melhoram a circulação sanguínea nas pernas e ajudam a bombear o sangue de volta ao coração. Os exercícios também fortalecem os músculos das pernas, que atuam como uma bomba natural para as veias.

Manter um peso saudável

O ganho de peso excessivo durante a gravidez coloca pressão adicional sobre as veias. Manter um peso saudável através de uma alimentação balanceada e exercícios pode reduzir esse risco.

Posições estáticas

Mudar de posição frequentemente pode ajudar a evitar a estase sanguínea nas pernas. Se precisar ficar sentada por longos períodos, tentar esticar e mover as pernas regularmente ou usar um banquinho para elevar ligeiramente os pés.

Elevar as pernas

Sempre que possível, elevar as pernas acima do nível do coração ajuda a facilitar o retorno venoso. Fazer isso por alguns minutos várias vezes ao dia pode ser muito benéfico.

Uso de meias de compressão

Meias de compressão são especialmente projetadas para exercer uma pressão suave sobre as pernas, promovendo uma melhor circulação sanguínea e prevenindo o acúmulo de sangue. Estas são frequentemente recomendadas para gestantes e podem ser adquiridas sob orientação médica.

Cuidado com a postura ao sentar

Evitar cruzar as pernas ao sentar, pois isso pode restringir o fluxo sanguíneo.

Hidratação adequada

Beber bastante água ajuda a manter a hidratação e a diluição do sangue, facilitando a circulação.

Dieta rica em fibras

Uma alimentação rica em fibras ajuda a evitar a constipação, o que é importante porque fazer força para evacuar pode aumentar a pressão nas veias das pernas.

Embora não garantam 100% que varizes não venham a surgir, essas medidas podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver varizes durante a gravidez ou aliviar os sintomas caso elas já existam.

Varizes na gestação: como tratar

Durante a gravidez, o tratamento de varizes deve ser abordado com cautela, considerando as limitações e riscos associados a algumas terapias. 

Alguns procedimentos podem envolver riscos ou substâncias que não são recomendados durante a gravidez, devido ao potencial impacto no desenvolvimento fetal ou na própria saúde da mãe. 

Além disso, é essencial que o tratamento durante a gravidez seja realizado por um(a) angiologista, sempre com o conhecimento do profissional que está acompanhando a gestação (ginecologista ou obstetra), para que sejam considerados os riscos e benefícios de cada opção de tratamento de acordo com o caso específico da paciente.

Dito isso, o uso de meias de compressão é, muitas vezes, a primeira linha de tratamento para varizes durante a gravidez. Elas ajudam a reduzir o inchaço, melhoram a circulação e podem aliviar a dor e o desconforto. É importante que sejam adequadamente ajustadas e recomendadas por um profissional de saúde.

Além disso, existem técnicas modernas e seguras hoje em dia para tratar varizes, que podem ser consideradas, como laser transdérmico (para vasinhos e varizes mais discretas), endolaser (para vasos mais grossos), além de escleroterapia com glicose ou espuma.

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Trombose: riscos, causas, sintomas e tratamentos!

Classificada como uma das “doenças silenciosas”, a trombose é uma condição potencialmente grave, que pode passar despercebida devido aos seus sinais não serem muito claros, em alguns casos.

No entanto, é algo que pode trazer riscos graves, inclusive à vida, o que torna essencial saber mais a respeito.

A seguir, você saber o que é a trombose, quais os seus riscos, causas, sintomas, formas de prevenção e tratamentos.

Confira!

O que é trombose e quais os seus riscos?

A trombose é uma condição médica caracterizada pela formação de coágulos sanguíneos que podem obstruir o fluxo normal do sangue. Esses coágulos – também conhecidos como trombos – podem se desenvolver nas veias, geralmente nas pernas, provocando a chamada trombose venosa profunda. 

Se esses coágulos se soltam e viajam pela corrente sanguínea, podem chegar a outros órgãos – como pulmões, coração e cérebro – o que é uma emergência médica imediata, com risco à vida.

Quadro de embolia pulmonar

Os riscos associados à trombose são significativos, pois os coágulos podem bloquear vasos sanguíneos importantes, interferir no fornecimento de sangue para órgãos vitais e, em casos mais graves, resultar em complicações sérias, incluindo a morte.

Complicações comuns e riscos associados à trombose incluem:

✅ Embolia pulmonar: Quando um coágulo se desloca e atinge os pulmões, pode causar sérios problemas respiratórios, resultando em falta de ar e até mesmo insuficiência cardíaca.

✅ Síndrome pós-trombótica: Após uma trombose venosa profunda, alguns pacientes podem desenvolver essa síndrome, caracterizada por inchaço persistente, dor e alterações na pele da perna afetada.

✅ Danos aos órgãos: Se um coágulo atingir órgãos vitais, como cérebro, coração ou rins, pode resultar em danos permanentes ou até mesmo falência do órgão.

✅ Recorrência: Indivíduos que tiveram um episódio de trombose têm um risco aumentado de desenvolver novos coágulos no futuro.

Quais as causas e fatores de risco?

As causas da trombose são multifatoriais, envolvendo uma interação complexa entre fatores genéticos, condições médicas subjacentes e situações específicas. 

Abaixo estão algumas das principais causas e fatores de risco associados à ocorrência da trombose:

Imobilidade prolongada

Ficar por longos períodos na mesma posição – como durante viagens longas ou hospitalização – pode diminuir o fluxo sanguíneo, aumentando o risco de coágulos.

Cirurgias e lesões

Intervenções cirúrgicas, especialmente nas pernas, pélvis ou abdômen, podem desencadear a formação de coágulos. Lesões graves também aumentam o risco.

Doenças crônicas

Algumas condições médicas, como câncer, doenças cardíacas, distúrbios sanguíneos e doenças inflamatórias, aumentam a probabilidade de trombose.

Uso de contraceptivos hormonais

Mulheres que usam pílulas anticoncepcionais ou terapia de reposição hormonal têm um risco ligeiramente elevado.

Gravidez

Mudanças hormonais e pressão nas veias durante a gravidez podem aumentar o risco de trombose.

Histórico familiar

Um dos fatores mais importantes é a tendência familiar. A predisposição genética pode aumentar (e muito) a propensão à trombose.

Idade avançada

O envelhecimento pode afetar a função vascular, aumentando a suscetibilidade à trombose.

Obesidade

O excesso de peso pode sobrecarregar o sistema circulatório, tornando-o mais propenso à formação de coágulos.

Tabagismo

O hábito de fumar danifica as paredes dos vasos sanguíneos, aumentando o risco de trombose.

Traumatismos

Lesões graves, como fraturas ou trauma vascular, podem desencadear reações no sistema circulatório, que favorecem a formação de coágulos.

Doenças inflamatórias

Doenças autoimunes e inflamatórias – como lúpus e artrite reumatoide – também podem provocar um aumento no risco de trombose.

Varizes

Um dos principais fatores de risco para a trombose são as varizes. Essas veias dilatadas e tortuosas favorecem o acúmulo de sangue nas pernas e, com isso, a formação de coágulos e, consequentemente, da trombose.

É importante destacar que a combinação de vários fatores de risco pode aumentar significativamente a probabilidade de trombose. Pessoas com fatores de risco conhecidos devem estar cientes dos sintomas e discutir medidas preventivas com um especialista; de preferência um angiologista ou cirurgião vascular.

É possível perceber?

O ideal é que pessoas com fatores de risco mantenham uma frequência regular de consultas e exames médicos para avaliar como está a saúde vascular, já que os sinais da trombose podem não ser muito claros, o que coloca essas pessoas em risco e permite que o quadro se agrave.

É fundamental estar atento a possíveis sinais que podem indicar a ocorrência de trombose. Embora esses sintomas possam variar, aqui estão alguns sinais comuns de serem observados:

✅ Inchaço e dor nas pernas: Preste atenção a inchaços repentinos em uma perna, acompanhado de dor ou sensação de peso.

✅ Mudanças na coloração da pele: Alterações na coloração da pele, como vermelhidão ou tonalidade azulada, podem indicar problemas circulatórios.

✅ Sensação de calor: Uma área afetada pela trombose pode apresentar calor excessivo, em comparação com as regiões circundantes.

✅ Dor ao caminhar: Desconforto ou dor ao caminhar, especialmente nas panturrilhas, pode ser também um sinal.

✅ Dificuldade para respirar: Sentir falta de ar repentinamente, especialmente acompanhada de dor no peito, pode indicar uma possível embolia pulmonar.

✅ Inchaço abdominal: No caso de trombose de veias abdominais, pode ocorrer inchaço abdominal e dor.

É importante ressaltar que esses sinais podem ser sutis ou facilmente atribuídos a outras condições. Portanto, a manutenção de uma rotina de consultas médicas regulares e exames de monitoramento é crucial. 

Angiologistas e cirurgiões vasculares podem identificar precocemente potenciais problemas e recomendar medidas preventivas. 

Se você suspeitar de trombose ou experimentar sintomas incomuns, não hesite em buscar ajuda médica imediatamente. A detecção precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações graves.

Trombose: prevenção e tratamentos

Apesar da principal razão para o desenvolvimento da trombose ser a genética – contra a qual não há muito o que se fazer – algumas medidas e cuidados no dia a dia podem reduzir (e muito) o risco de desenvolver trombose. Confira algumas sugestões:

✅ Movimentação regular: Evite períodos prolongados de imobilidade. Se estiver em uma viagem longa ou sentado por muito tempo, faça pausas para se movimentar.

✅ Exercícios: Mantenha uma rotina regular de exercícios, especialmente atividades que promovam a circulação sanguínea, como caminhadas e alongamentos.

✅ Hidratação: Mantenha-se hidratado, pois a desidratação pode aumentar o risco de trombose.

✅ Evite o tabagismo: Pare de fumar, pois o tabagismo danifica os vasos sanguíneos, tornando-os mais propensos à formação de coágulos.

✅ Controle do peso: Mantenha um peso saudável, pois o excesso de peso está associado a um maior risco de trombose.

✅ Roupas adequadas: Use roupas confortáveis, especialmente durante viagens, e evite roupas apertadas que possam interferir na circulação.

✅ Converse com seu médico: Se você tem fatores de risco conhecidos, discuta com seu médico sobre medidas preventivas, como o uso de medicamentos anticoagulantes.

Como tratar a trombose?

Para as pessoas que já desenvolveram o problema, hoje existem inúmeras opções de tratamento, a depender do quadro e da gravidade do problema. Confira abaixo as principais opções:

✅ Anticoagulantes: Medicamentos anticoagulantes são frequentemente prescritos para prevenir a formação de novos coágulos e reduzir o crescimento dos existentes.

✅ Trombolíticos: Em casos mais graves, especialmente quando há risco de complicações sérias, podem ser administrados medicamentos trombolíticos para dissolver coágulos.

✅ Compressão elástica: O uso de meias de compressão – quando prescritas por médico especialista – pode melhorar a circulação sanguínea nas pernas.

✅ Elevação das pernas: Manter as pernas elevadas pode reduzir o inchaço e melhorar o fluxo sanguíneo.

✅ Filtros de veia cava: Em situações específicas, pode ser necessário implantar um filtro na veia cava inferior para prevenir a migração de coágulos para os pulmões.

✅ Cirurgia: Em casos graves ou recorrentes, a remoção cirúrgica do coágulo pode ser considerada.

É crucial destacar que o tratamento varia de acordo com a gravidade e a localização da trombose, sendo personalizado para cada paciente. A escolha da abordagem terapêutica é feita em conjunto com o profissional de saúde, considerando o histórico médico e as condições específicas do indivíduo. 

O acompanhamento médico regular é essencial para garantir o monitoramento adequado e ajustes no tratamento, se necessário.

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Quando devo ir ao angiologista?

Apesar de não estar entre os especialistas mais conhecidos da maioria das pessoas, o médico angiologista trata de questões extremamente importantes, inclusive algumas que podem trazer risco à vida.

Os problemas vasculares – foco do trabalho desses profissionais – são condições que, muitas vezes, não costumam dar muitos sinais no início, o que faz com que eles evoluam e se agravem. Saber a hora de buscar um angiologista é fundamental para evitar esses riscos.

A seguir você vai saber quando deve ir ao angiologista e quais sinais indicam que é hora de buscar a avaliação desse profissional. Confira!

Afinal, do que trata o angiologista?

Um médico angiologista é especializado no diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças que afetam os vasos sanguíneos, tanto as artérias quanto as veias, e também o sistema linfático. 

Seu foco principal está na avaliação e gestão de distúrbios circulatórios, buscando melhorar a saúde vascular dos pacientes. 

Vale destacar as diferenças entre angiologistas e cirurgiões vasculares, já que são áreas relacionadas, mas com sutis diferenças. 

✅ Angiologista: É mais focado em diagnóstico, prevenção e tratamento não cirúrgico de doenças vasculares. Pode incluir o uso de medicamentos, intervenções minimamente invasivas e aconselhamento sobre mudanças no estilo de vida.

✅ Cirurgião vascular: Além de diagnosticar e tratar condições vasculares, o cirurgião vascular pode realizar procedimentos cirúrgicos para corrigir problemas mais complexos, como a cirurgia de revascularização ou reparo de aneurismas.

Enquanto os angiologistas têm uma atuação principalmente clínica, na investigação e tratamento medicamentoso e terapêutico dos problemas vasculares, os cirurgiões vasculares estão habilitados a realizarem cirurgias vasculares, como no caso das varizes.

No Brasil, hoje em dia, o normal é que praticamente todos os profissionais possuam ambas as habilitações.

Algumas das doenças tratadas por angiologistas incluem:

✅ Varizes – O angiologista/cirurgião vascular lida com a avaliação e tratamento de veias varicosas, que são veias dilatadas e tortuosas que podem causar desconforto e complicações.

✅ Trombose venosa profunda (TVP) – O profissional também diagnostica e gerencia a trombose venosa profunda, uma condição caracterizada pela formação de coágulos sanguíneos nas veias profundas, geralmente nas pernas.

✅ Doença arterial periférica (DAP) – A DAP envolve o estreitamento ou obstrução das artérias fora do coração e do cérebro. O angiologista trata dessa condição, muitas vezes usando estratégias para melhorar o fluxo sanguíneo nas extremidades.

✅ Aneurismas – Esse médico podem também lidar com o diagnóstico e acompanhamento de aneurismas, que são dilatações anormais nas paredes dos vasos sanguíneos.

✅ Linfedema – O linfedema é o acúmulo de fluido linfático, resultando em inchaço. Angiologistas podem estar envolvidos no gerenciamento dessa condição.

✅ Úlceras Vasculares – Úlceras nas pernas causadas por problemas circulatórios, como insuficiência venosa, podem ser diagnosticadas e tratadas por angiologistas.

Quando devo ir ao angiologista?

O ideal é que pessoas que possuam fatores de risco para problemas vasculares mantenham uma rotina de visitas ao angiologista, ao menos uma vez ao ano, mesmo sem a presença de sintomas claros, até mesmo para prevenir ou diagnosticar precocemente possíveis problemas.

Ainda assim, alguns sinais e sintomas podem ser claros indícios de que é hora de buscar uma avaliação desse profissional. Confira os principais: 

Dor ou desconforto nas pernas

Se você experimenta dor, desconforto persistente, sensação de peso ou fadiga nas pernas, especialmente ao caminhar, isso pode indicar problemas circulatórios.

Varizes

A presença de veias varicosas, especialmente se acompanhadas por inchaço, dor ou mudanças na cor da pele ao redor das veias.

Edema ou inchaço nas pernas ou pés

Inchaço que persiste nas extremidades, podendo indicar problemas de circulação, insuficiência venosa ou linfedema.

Alterações na cor ou textura da pele

Mudanças na cor da pele, úlceras cutâneas ou outros sinais de comprometimento vascular.

Sintomas de trombose venosa profunda

Dor, inchaço, calor ou vermelhidão na perna, especialmente se acompanhados por dificuldade em respirar podem ser sinais de algum quadro vascular mais grave, como uma trombose venosa profunda (TVP), o que requer uma pronta avaliação em serviço de emergência.

Claudicação intermitente

Dor nas pernas durante a caminhada que melhora com o repouso, um possível sintoma de doença arterial periférica, o que também indica uma avaliação vascular.

Dificuldade de cicatrização

Feridas nas pernas que demoram a cicatrizar, especialmente em pessoas com diabetes ou outras condições de saúde que afetam a circulação também são indícios.

Alterações nas unhas ou pelos das pernas

Mudanças nas unhas, como engrossamento ou descoloração, e diminuição do crescimento de pelos nas pernas podem indicar problemas vasculares.

Se você identificar qualquer um desses sinais ou sintomas, é importante agendar uma consulta com um angiologista para avaliação, diagnóstico e, se necessário, o início de um plano de tratamento adequado. 

O diagnóstico precoce e a gestão eficaz podem ajudar a prevenir complicações mais graves relacionadas ao sistema vascular.

Fatores de risco para problemas vasculares

Apesar dos sinais citados acima, o ideal é que pessoas com risco aumentado para problemas vasculares mantenham um acompanhamento preventivo regular, no sentido de descobrir precocemente possíveis alterações ou então para tratá-las logo no início, evitando seu agravamento.

Aqui estão alguns dos principais fatores de risco:

✅ Idade – O envelhecimento é um fator de risco comum para problemas vasculares, pois as paredes dos vasos sanguíneos podem perder elasticidade e se tornar mais propensas a danos.

✅ Gênero – Mulheres têm um risco ligeiramente maior de desenvolver varizes em comparação aos homens. Além disso, as mulheres podem enfrentar alterações vasculares durante a gravidez.

✅ Histórico familiar – A presença de problemas vasculares em parentes de primeiro grau, como pais ou irmãos, aumenta o risco de uma pessoa desenvolver condições semelhantes.

✅ Obesidade – O excesso de peso coloca uma carga adicional nos vasos sanguíneos e aumenta a probabilidade de desenvolver doenças vasculares, incluindo hipertensão arterial e aterosclerose.

✅ Tabagismo – O tabagismo é um fator de risco significativo para doenças vasculares. A nicotina e outras substâncias do tabaco podem danificar as paredes dos vasos sanguíneos.

✅ Hipertensão arterial – A pressão arterial elevada pode danificar as paredes dos vasos sanguíneos, tornando-os mais propensos a complicações.

✅ Diabetes mellitus – A diabetes pode danificar os vasos sanguíneos, aumentando o risco de doenças vasculares, especialmente nos membros inferiores.

✅ Gravidez – Mulheres grávidas têm um maior risco de desenvolver varizes devido ao aumento da pressão nas veias das pernas.

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Quando realizar um check-up com um angiologista?

Os check-ups consistem na realização de uma série de exames a fim de avaliar o estado em que se encontra a saúde dos pacientes. Normalmente, as pessoas tendem a realizá-los uma vez ao ano, mas será que essa frequência é a correta para os cuidados de certas áreas específicas do corpo? E no caso do sistema vascular, qual a recomendação?

A resposta para essas e outras perguntas você verá no artigo de hoje, no qual falaremos sobre o porquê e quando realizar um check-up com um angiologista, assim como sobre outros detalhes importantes deste tipo de especialidade. Acompanhe!

Check-up com um angiologista: Por que e quando fazer?

Por meio do check-up é possível identificar, monitorar e tratar uma série de doenças, diagnosticar sintomas, indicar tratamentos e outras ações importantes para a garantia da saúde como um todo.

O check-up com um angiologista é extremamente importante para que se possa garantir a saúde vascular dos pacientes;  uma  vez que várias das doenças que acometem esse sistema são silenciosas, além de bastante perigosas e requerem cuidados preventivos ainda maiores. O acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio e trombose venosa profunda, por exemplo, são algumas das doenças que mais causam mortes em todo o mundo.

Podemos afirmar que os check-ups são recomendados ao menos, uma vez a cada dois anos. Entretanto, para certos públicos a consulta é recomendada em um período menor, de no mínimo uma vez ao ano, como é o caso dos pacientes acima dos 40 anos de idade, tabagistas, diabéticos, hipertensos, obesos ou que possuem histórico familiar de doenças ligadas ao sistema vascular.

Para mais informações sobre a relação da obesidade com os problemas vasculares, confira:
Como a obesidade afeta a saúde vascular

Além disso, os check-ups também são indicados para as pessoas que sofrem de dores nas pernas constantes, inchaço,  ou que já possuem problemas vasculares.

Vale ressaltar que a frequência desse acompanhamento pode ser discutida com o médico responsável, levando em consideração as características, doenças e necessidades de cada paciente.

O que é um check-up vascular? 

Trata-se de uma consulta médica de rotina, ou seja, que é realizada de tempos em tempos, de acordo com as necessidades e preocupações dos pacientes. Seu principal objetivo é a identificação de fatores de risco, hábitos diários ou quaisquer pequenas alterações alimentares, físicas ou do dia a dia que possam contribuir para o aumento do risco que um determinado paciente tem de desenvolver doenças vasculares.

Doenças que podem ser identificadas em um check-up 

Esse tipo de doença engloba certas enfermidades bastante silenciosas, que não costumam apresentar sintomas nas fases iniciais, dificultando, assim, tanto seu diagnóstico, quanto seu tratamento precoce. Entre os principais problemas, destacam-se:

  • AVC – acidente vascular cerebral ou derrame;
  • Varizes – veias dilatadas e tortuosas que se desenvolvem abaixo da pele;
  • Trombose – formação ou desenvolvimento de um coágulo sanguíneo (trombo), em lugares em que não houve sangramento;
  • Aneurisma – dilatação anormal de uma artéria, que pode se romper e causar uma hemorragia;
  • Pé diabético – série de alterações que podem ocorrer nos pés de pessoas com diabetes, quando não controlado;
  • Obstrução arterial – interrupção repentina do fluxo arterial;
  • Embolia pulmonar – doença causada pelo entupimento de uma ou mais artérias do pulmão;
  • Insuficiência venosa – redução do fluxo sanguíneo nas veias e aumento da pressão dentro delas;
  • Doença arterial periférica – condição em que os vasos sanguíneos estreitos reduzem o fluxo de sangue para os membros;

Veja também

Hirsutismo: o que é, sintomas e como tratar?

Quais são os exames realizados?

Na lista abaixo você confere os principais exames, tanto laboratoriais, quanto de imagem, que podem ser pedidos durante um check-up vascular. Confira!

  • Glicemia – avalia a possibilidade de diabetes .
  • Hemograma – demonstra  a existência de anemias, infecções e outras alterações nas células do sangue.  
  • Colesterol e Triglicerídeos – detectam os níveis de gordura no sangue. 
  • Ecocardiograma – é um tipo de ultrassom que avalia o coração e as suas artérias e veias; podendo estudar  o tamanho do coração,  o fluxo sanguíneo,  as válvulas cardíacas, verificar a presença de trombos e aneurismas ;   entre outros .
  • Ecodoppler de carótidas e vertebrais- é um ultrassom que estuda as artérias que levam o sangue do coração ao pescoço , e que podem ser responsáveis por causar acidentes vasculares cerebrais. Também podem evidenciar aneurismas e malformações vasculares. 
  • Ecodoppler de membros inferiores – é um tipo de ultrassom que estuda as veias das pernas e seu fluxo sanguíneo. Observa a existência ou não de varizes e se estas precisam de cirurgia. É o melhor exame para detectar  trombose.  

  Outros exames podem ser indicados conforme  haja necessidade clínica.  

Veja também:
Cirurgia vascular: quando e para quem é indicado

Onde fazer um check-up com um angiologista em Brasília? 

Para que o seu check-up com um angiologista possa trazer os melhores efeitos possíveis, é importante contar com o auxílio de profissionais especializados nos cuidados com a saúde vascular, como os da Clínica da Família

Nós, da CLAF, somos referência quando o assunto é saúde vascular. Contamos com uma equipe extremamente qualificada de médicos especialistas prontos para te atender nas mais diversas necessidades, seja em um simples check-up ou no tratamento de problemas mais sérios.

Para realizar um check-up com um angiologista em Brasília e no Entorno, clique aqui

Como a obesidade afeta sua saúde vascular

Dados da pesquisa Epidemia de Obesidade e as Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), realizada pelo CNPq, mostram que o número de brasileiros com obesidade aumentou, num mesmo período comparativo, de 11,8% para 20,3%. Em outras palavras, 2 em cada 10 adultos do país são obesos!

Para além de questões estéticas, a obesidade está relacionada a inúmeras questões de saúde graves, como as doenças vasculares e cardiovasculares, como trombose, embolias, derrame (AVC), entre outras.

Ficou interessado no assunto, então não deixe de acompanhar o artigo de hoje, no qual falaremos sobre as principais relações entre a obesidade e a saúde vascular, assim como hábitos que podem ser desenvolvidos para uma melhor prevenção.

Vamos lá?

Como a obesidade influencia a saúde vascular

Mais do que apenas o ganho excessivo de gordura corporal, a obesidade está relacionada ao que os especialistas hoje chamam de síndrome metabólica, que é um conjunto de alterações e fatores de risco capazes de aumentar as chances de doenças cardiovasculares, diabetes, entre outras.

Quanto à relação entre obesidade e saúde vascular, sabe-se que o excesso de peso prejudica a circulação por diferentes razões, como:

  • ao favorecer a retenção de sódio, aumentando o acúmulo de líquidos e prejudicando a circulação.
  • ao promover o aumento de gordura no interior das artérias.
  • ao subir a pressão arterial, seja por questões hormonais (como a elevação da insulina) ou pela maior quantidade de sódio nos rins.
  • ao favorecer o surgimento de varizes, devido à dilatação e deformação das veias.

A lista acima mostra somente alguns dos riscos trazidos pela obesidade sobre a saúde vascular, mas existem vários outros. Na imagem abaixo, você confere outros riscos para a saúde, como um todo, relacionados à chamada síndrome metabólica.

👉 Veja também:

Hipertensão arterial: o que é, seus (sérios) riscos e como prevenir!

Os tipos de obesidade 

Apesar de a obesidade gerar acúmulo de gordura corporal de forma generalizada, fatores genéticos, hormonais e hábitos alimentares podem fazer com que esse ganho predominem em certas áreas do corpo, fazendo com que o quadro de obesidade seja classificado de diferentes formas, como:

1. Obesidade abdominal 

Como o nome sugere, é o predomínio de gordura na região abdominal. Também conhecida como obesidade centrípeta, é mais comum em homens, mas também acomete as mulheres.

Trata-se do tipo que mais oferece riscos à saúde cardiovascular, já que favorece a chamada “gordura intra-abdominal”, ou seja a gordura que não está sob a pele, mas ao redor e no interior dos órgãos.

Inclusive, a Organização Mundial da Saúde (OMS) define medidas de circunferência abdominal, a partir das quais os riscos se tornam elevados, que são de 102 cm para homens e de 88 cm para mulheres.

👉 Veja também:

Conheça 5 principais fatores de risco para a diabetes

2. Obesidade periférica 

Neste tipo de obesidade, a distribuição da gordura é bem mais concentrada na região dos quadris, coxas e glúteos, fazendo com que o corpo tome o formato semelhante ao de uma pêra.

Mais comum em mulheres, esse tipo de obesidade eleva principalmente o risco de problemas circulatórios – como varizes e trombose – devido à sobrecarga nos membros inferiores.

3. Homogênea

No caso da obesidade homogênea, a gordura se distribui por todo o corpo de forma semelhante, sem se acumular em regiões específicas.

Vale lembrar, no entanto, que independentemente do perfil de obesidade, o excesso de gordura corporal – ou a síndrome metabólica – eleva todos os riscos citados acima, devendo ser evitado ou tratado com acompanhamento profissional.

Neste artigo, do nosso Blog, listamos dicas e informações valiosas sobre como tratar a obesidade, falando sobre dieta, exercícios e até possíveis cirurgias.

Como é diagnosticada a obesidade? 

Apesar de existirem diversas formas de se avaliar o padrão de peso de alguém – com uso de equipamentos modernos – a maneira mais simples e padronizada continua sendo o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC).

Esse método é reconhecido internacionalmente e busca avaliar, pelo cálculo de algumas medidas e valores, se uma pessoa está ou não dentro dos parâmetros de peso adequados.

O cálculo é bastante simples, bastando dividir o peso (em quilos) pela altura ao quadrado (em metros). Desta forma, o IMC = Peso ÷ (Altura × Altura).

Com o resultado em mãos, resta compará-lo com os valores da tabela abaixo.

Valor do IMCClassificação
Menor que 18,5 kg/m2Magreza
18,5 a 24,9 kg/m2Normal
25 a 29,9 kg/m2Sobrepeso
30 a 34,9 kg/m2Obesidade grau I
35 a 39,9 kg/m2Obesidade grau I
Maior que 40 kg/m2Obesidade grau 

🚨 O cálculo do IMC, no entanto, pode demonstrar uma “falsa obesidade” em pessoas com alto índice de massa muscular, como praticantes de musculação. Por isso, o exame considerado “padrão-ouro” para cálculo de massa magra, gordura, massa corporal total e tecido adiposo visceral (gordura entre os órgãos, relacionada a diabetes, doenças cardiovasculares e AVC) é a Densitometria Óssea de Corpo Inteiro

Mais informações sobre os diferentes tipos e graus de obesidade, acesse:
Graus de obesidade: diagnóstico, tratamentos e cálculo do IMC

As doenças vasculares mais comuns 

Por se tratar de problemas ligados a um sistema complexo, distribuído por todo o corpo, as doenças vasculares podem surgir em diferentes locais e se manifestar de diferentes formas. Entre as mais comuns, destacam-se:

  • Acidente vascular cerebral – Relacionado à circulação cerebral, ocorre quando um vaso se rompe (derrame cerebral) ou é obstruído (isquemia cerebral), levando a problemas como paralisia, dificuldade de fala, entre outros.
  • Insuficiência venosa crônica – Conjunto de alterações que levam à perda da capacidade dos vasos de manterem o adequado fluxo sanguíneo, gerando o acúmulo de sangue em regiões como as pernas, resultando em problemas como varizes e trombose.
  • Trombose venosa profunda – Um dos resultados do quadro citado acima, trata-se da formação de trombos (pedaço sólido de sangue) nas veias, que podem obstruir a circulação, bem como se soltar do local e origem e viajar até órgãos como pulmões e cérebro, com risco de morte.
  • Embolia pulmonar – Uma das possíveis consequências da trombose, trata-se do entupimento de artérias dos pulmões, causado por trombos.
  • Doença carotídea – Trata-se do estreitamento ou da obstrução do fluxo de sangue nas artérias carótidas, provocados principalmente pelo acúmulo de placas de gordura nesses vasos.
  • Doença arterial obstrutiva periférica – Quadro semelhante à doença carotídea, trata-se da obstrução ou redução de fluxo sanguíneo em artérias das pernas (raramente nos braços), provocada pela presença de placas de gordura.
  • Aneurisma da aorta abdominal – Trata-se da dilatação de uma das mais importantes artérias do corpo (aorta), na região do abdômen, aumentando o risco de rompimento e consequente sangramento.
  • Varizes – Um dos quadros mais frequentes, trata-se da dilatação e/ou deformação de veias – principalmente nas pernas – levando a inflamação, dores e risco de trombose.

👉 Saiba mais:

Conheça as principais diferenças entre trombose e varizes

Cinco hábitos que ajudam a cuidar da saúde vascular

Confira a seguir os principais hábitos que pode adotar no seu dia a dia para ter uma vida mais saudável, se prevenindo tanto da obesidade quanto dos problemas vasculares. 

1. Faça exercícios

A prática de atividades físicas regulares é indispensável para a manutenção do peso ideal. Além de contribuir para uma melhor qualidade de vida, o hábito também traz uma série de benefícios para sua saúde vascular.

2. Cuide da alimentação 

Uma alimentação balanceada e saudável, rica em alimentos como frutas, legumes e verduras, é um importante passo no caminho para a prevenção da obesidade.

3. Movimente os membros inferiores 

É preciso ter cuidado para não passar muitas horas do dia parado numa mesma posição, especialmente se estiver sentado. A falta de movimentação das pernas pode contribuir para o desenvolvimento de problemas circulatórios, como as varizes.

Por isso, lembre-se de se alongar e de se movimentar de tempos em tempos, evitando ficar muitas horas parado ou com as pernas cruzadas.

Veja também

Hirsutismo: o que é, sintomas e como tratar?

4. Mantenha um acompanhamento médico regular

A ajuda médica é extremamente eficiente nos casos em que os pacientes têm dificuldade em perder peso ou para aqueles que sofrem de distúrbios hormonais ou alimentares. Por isso, não tenha medo ou vergonha de pedir ajuda de quem mais entende do assunto.

Nesse sentido você pode contar sempre com a CLAF!

Somos especializados em saúde da mulher e temos um time de profissionais experientes e atenciosos, com  angiologistas, endocrinologistas, mastologistas,  ginecologistas e cardiologistas, numa estrutura moderna e confortável.

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O que causa a trombose (e como evitar)?

De acordo com dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), a trombose está entre as doenças que mais afetam a saúde dos brasileiros.

Por ano, são cerca de 180 mil diagnósticos, especialmente entre o público feminino.

Mas você sabe o que é e o que causa a trombose? E como é possível evitar?

Para te ajudar a entender um pouco mais sobre esse problema circulatório, seus fatores de risco e como se prevenir, confira as informações deste artigo.

O que é a trombose?

A trombose é uma condição circulatória provocada pela obstrução – total ou parcial – do fluxo sanguíneo em um ou mais vasos sanguíneos (geralmente nas pernas), devido à presença de um coágulo de sangue, também chamado de trombo.

Por conta dessa redução (ou mesmo interrupção) do fluxo normal de sangue, podem surgir uma série de sintomas, como: inchaço, dor, vermelhidão, sensação de calor, rigidez da pele e, principalmente, uma maior visibilidade das veias, ocasionada pela dilatação das mesmas.

Além destes sintomas, a trombose ainda representa um risco à saúde dos pacientes, uma vez que há a possibilidade de que o coágulo sanguíneo se desprenda do local de origem, circule pelo corpo até se alojar em outras regiões, como no coração, pulmões e até mesmo no cérebro.

Veja como é feito a consulta com angiologista na CLAF! 

A doença ainda pode ser classificada em diferentes tipos, levando em conta o local onde ocorre no corpo. Os dois principais são:

  • Trombose Venosa: ocorre quando o coágulo se forma em uma veia; vasos que levam sangue de volta para o coração.
  • Trombose Arterial: quando a formação do trombo ocorre em uma artéria, vasos que levam oxigênio do coração para todo o corpo.

Vale destacar que ambos os tipos citados acima representam riscos semelhantes para a saúde, podendo ocasionar problemas mais graves, como embolia, necrose dos tecidos por falta de oxigenação e até mesmo um AVC.

A Covid-19 pode afetar diversas áreas da nossa saúde, mas que será que também pode provocar trombose? Saiba a resposta neste artigo.

O que causa a trombose? 

Logo abaixo você confere alguns dos principais fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da trombose, assim como, em cada um deles, cuidados recomendados do que se deve evitar. Acompanhe!

1. Fatores genéticos

Certos fatores genéticos ou mutações de origens hereditárias podem favorecer o desenvolvimento da trombose, como o fator V de Leiden, uma alteração herdada dos pais, que afeta um dos principais elementos reguladores do sistema responsável pela coagulação do sangue.

Se você possui histórico familiar de trombose, é altamente recomendado manter uma atenção redobrada quanto a essa questão, tanto no sentido de evitar situações que elevem os riscos quanto em manter um acompanhamento mais próximo com médico(a) angiologista.

Veja como é feito a consulta com endocrinologista na CLAF! 

2. Gravidez 

Uma gestação altera o funcionamento de vários sistemas do corpo, inclusive o circulatório.

Por conta do aumento da pressão provocada pela gravidez sobre os vasos – especialmente das pernas –, além do ganho de peso que é comum nesse período e da menor mobilidade da mulher, os riscos de trombose aumentam.

Esses riscos são maiores para as mulheres que já apresentavam essa tendência antes mesmo da gravidez.

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3. Obesidade

Assim como o ganho de peso ocasionado pela gravidez contribui para a formação de coágulos, o ganho de peso não gestacional também traz riscos, sendo ainda pior por conta de outras complicações cardiovasculares relacionadas à obesidade.

O excesso de gordura corporal tem o efeito de comprimir os vasos sanguíneos, dificultando a circulação. Além disso, o sedentarismo – principal causa da obesidade – e a imobilidade também são importantes fatores de risco para eventos trombóticos, como veremos a seguir.

4. Sedentarismo e má alimentação 

A falta de atividade física pode tornar o processo de movimentação do sangue pelos vasos mais lento, o que contribui para uma maior retenção de líquido em certas áreas do corpo, especialmente nas pernas.

Ficar muito tempo sentado ou em uma mesma posição são algumas das ações que mais se deve evitar, já que isso reduz ainda mais a circulação.

Outro fator de risco que costuma acompanhar o sedentarismo é a má alimentação. A ingestão de alimentos gordurosos, processados e/ou embutidos pode contribuir para o desenvolvimento de problemas cardiovasculares, entre eles, a própria trombose.

Conheça outros fatores de risco para trombose e aprenda a evitá-los!

5. Tabagismo 

Além de contribuir para uma variedade de outros problemas de saúde, as substâncias nocivas do cigarro também interferem na chamada “cascata da coagulação”, ou seja, as interações bioquímicas do corpo que promovem a coagulação do sangue.

Por conta disso, há uma maior chance de desenvolvimento da doença.

6. Anticoncepcionais e terapias hormonais

Alguns tipos de pílulas anticoncepcionais, especialmente aquelas com uma maior concentração de estrogênio, podem contribuir para o desenvolvimento da trombose — uma vez que as mesmas têm efeito sobre a coagulação do sangue.

O mesmo vale para as terapias hormonais, muito usadas por mulheres na fase da menopausa.

Vale citar, no entanto, que  essas medicações podem ser usadas ainda assim, de acordo com a avaliação de risco feita pelo(a) profissional que acompanha a mulher, sendo tomados os devidos cuidados para minimizar possíveis riscos para eventos trombóticos.

Você conhece a relação entre pílulas anticoncepcionais e trombose? Neste artigo a gente te explica!

Trombose: a importância do acompanhamento médico

Esperamos que esse artigo tenha te ajudado a entender melhor o que causa a trombose e como você pode evitá-la.

Como você viu, a trombose é uma doença silenciosa em seus estágios iniciais, mas que pode evoluir para quadros graves, inclusive com risco de morte.

Por conta disso, os cuidados preventivos e o acompanhamento médico – quando indicado – com o angiologista é fundamental.

Nesse sentido, considere a Clínica CLAF como sua opção de cuidados com sua saúde circulatória!

Somos especializados em cuidados com a saúde feminina e contamos com uma equipe de profissionais nas mais diversas áreas, como angiologia, ginecologia, nutrição, endocrinologia, cirurgia vascular, obstetrícia e cardiologia.

Se você está em Brasília ou Entorno, agende online sua avaliação e venha cuidar da sua saúde conosco! 

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A Covid-19 pode provocar trombose?

Um fenômeno cada vez mais frequente, observado em pacientes recuperados da infecção pelo novo coronavírus, têm sido as sequelas deixadas, mesmo após semanas ou meses da recuperação.

Os casos têm sido tantos, tão variados e frequentes, que esse conjunto de sinais e sintomas já recebeu até nome: síndrome pós-Covid.

Um dos sintomas causados pelo vírus tem sido a trombose: a formação de coágulos em veias e artérias, geralmente nas pernas, mas que podem circular pelo corpo e se alojar em outros órgãos, como pulmão, coração e cérebro, levando a complicações graves.

Neste artigo você vai entender por que a Covid-19 pode provocar trombose e como você pode se prevenir.

Quais os cuidados para quem já teve trombose?

Para quem já teve algum caso de trombose ou está em tratamento de doenças vasculares, o cuidado em relação à Covid-19 precisa ser redobrado. Além dos cuidados já recomendados em relação ao coronavírus, como manter o distanciamento social, usar máscara e álcool em gel para higienizar as mãos, esses pacientes precisam intensificar os cuidados em relação à saúde vascular.

Caso o paciente seja contaminado, mas não necessite de internação, assim que houver recuperação do quadro, é fundamental procurar por uma avaliação com o angiologista, a fim de avaliar possíveis alterações na saúde vascular, inclusive com a realização de exames.

Já nos casos em que houver necessidade de internação, a equipe cuidadora deve ser prontamente informada desse histórico de doença vascular, para que seja feita a chamada tromboprofilaxia, que é a adoção de cuidados e medicações anticoagulantes em baixas doses, visando minimizar os riscos de complicações vasculares.

Posteriormente, ao menos no curto e médio prazos, é fundamental um acompanhamento próximo junto ao angiologista, já que as sequelas deixadas pelo novo coronavírus têm sido observadas por meses após a recuperação.

Adicionalmente, é importante a manutenção dos cuidados já sabidos para prevenção de eventos vasculares no dia a dia, como o uso de meias de compressão, atividades físicas e os cuidados posturais.

Você sabe quais os principais fatores de risco para trombose? Não? Então saiba quais são neste artigo do nosso Blog:

Fatores de risco para trombose (sedentarismo é um deles!)

Qual a relação entre trombose e a Covid-19?

Os motivos que relacionam quadros de trombose com a Covid-19 são vários. Primeiro é importante citar que, nos casos que precisam de internação, a própria imobilidade do paciente, durante o tempo acamado, já eleva os riscos de eventos trombóticos.

Além disso, a maioria dos pacientes internados são idosos ou apresentam comorbidades  – diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão e obesidade – fatores que também predispõem a ocorrência de trombose.

Além disso, existe também a própria ação do vírus. Sempre que ocorre uma lesão em algum vaso sanguíneo – como quando sofremos um corte ou ferimento – nosso corpo inicia um processo de reparação, conhecido como hemostasia. Para isso, uma sequência de reações é disparada: a chamada cascata de coagulação.

Veja como é feito a consulta com angiologista na CLAF! 

O intenso processo inflamatório provocado pelo coronavírus acaba interferindo nessas reações do organismo, desregulando essas funções e causando um estado excessivo de coagulação. Algumas das substâncias produzidas pelo organismo acabam se acumulando nas veias, bloqueando a passagem do sangue, levando à formação de coágulos.

Como dissemos no início, a maioria dos casos de trombose venosa ocorrem nas pernas. No entanto, no caso do coronavírus o principal foco de trombose venosa são os pulmões, devido à maior ação do vírus nessa região. 

A Covid-19 também está fortemente associada com eventos de trombose arterial, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico.

Outra doença vascular que merece cuidado são as varizes. Neste artigo a gente te apresenta os riscos de não tratá-las:

Quais são os riscos de não tratar as varizes?

A vacina Astrazeneca aumenta o risco de trombose?

Os efeitos provocados pela Covid-19 ainda seguem sendo muito estudados por cientistas de todo o mundo, assim como suas vacinas. A qualquer momento novos estudos podem trazer novas conclusões sobre o assunto. 

Alguns poucos casos de trombose, porém, parecem ter sido associados ao uso da vacina AstraZeneca, tanto que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) publicou um relatório, confirmando essa possível relação.

No entanto, tanto a EMA quanto a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) mantêm a indicação do uso dessa vacina, diante do enorme custo-benefício de seus efeitos em relação à baixa quantidade de casos de trombose reportados.

É importante ressaltar que a vacina, seja ela qual for, é extremamente necessária para reduzir as chances de complicações e, principalmente, de mortes.

O angiologista é o médico que cuida da saúde vascular, como nos casos de trombose. Veja neste artigo em quais situações você deve procurar esse profissional:

Angiologista: quando e por que procurar um?

Cuide da sua saúde com a CLAF!

Neste artigo você conheceu as explicações de por que a Covid-19 pode provocar trombose. Esperamos que essas informações te ajudem a se cuidar e a cuidar de quem precisa, quanto à prevenção dessa alteração vascular.

Independentemente disso, a avaliação médica especializada, por um angiologista, é algo fundamental nos casos de infecção pelo novo coronavírus, tanto para quem já possui histórico de trombose quanto para quem não tem.

Na Clínica CLAF, contamos com um time de profissionais altamente capacitados em diversas especialidades, inclusive angiologistas e cirurgia vascular, sempre prontos para te atender com todo cuidado e atenção.

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Por que as varizes surgem?

Veias azuladas ou arroxeadas aparentes na pele, inchaço, dor e vermelhidão nas pernas: esses são alguns dos principais sintomas das varizes, uma condição vascular muito comum especialmente na população feminina. 

Dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) revelam informações importantes, como:

  • Cerca de 38% da população brasileira apresenta varizes.
  • A ocorrência é de 30% nos homens e 45% nas mulheres.
  • Perto de 70% das pessoas acima dos 70 anos podem ter varizes.

Mas por que as varizes surgem? E será que são perigosas ou apenas um incômodo estético? Acompanhe o artigo para descobrir as respostas e sanar todas as suas dúvidas! 

As varizes podem ser perigosas? 

Sim, elas podem ser perigosas.

É importante lembrar que as varizes não são apenas uma preocupação estética. Além de causarem dor e desconforto no dia a dia, reduzindo a qualidade de vida de mulheres e homens, essa condição ainda pode evoluir para quadros clínicos mais sérios, como:

  • Trombose venosa superficial ou profunda.
  • Embolia pulmonar.
  • Úlcera varicosa.
  • Crises de eczema (lesões graves de pele).

Com a trombose venosa profunda, corre-se até mesmo risco de vida, já que um coágulo é formado em uma veia profunda e, caso ele se desprenda da parede da veia, pode circular pela corrente sanguínea e acabar se alojando nos pulmões, no coração e até no cérebro, causando quadros graves. Por isso, o diagnóstico precoce é tão importante.

Por meio dos sintomas, como dor, inchaço e mudanças na coloração da pele, é possível ao angiologista (médico que trata as varizes) ter uma ideia do quadro. Porém, apenas por meio de exames especializados, como o ecodoppler venoso, é possível fazer o diagnóstico preciso e definir sua gravidade.

Na ilustração abaixo você pode conferir um trombo (coágulo parcial ou total) se formando nos vasos sanguíneos, veias ou artérias, limitando o fluxo normal do sangue.

Caso não sejam tratadas, as varizes podem evoluir para quadros mais graves e perigosos. Conheça mais sobre os riscos neste artigo:

Quais são os riscos de não tratar as varizes?

Principais causas do surgimento das varizes

As varizes surgem devido a problemas no sistema vascular, por não conseguir fazer um retorno eficiente do sangue para o coração. Esse sangue acaba se acumulando nas veias (especialmente das pernas), gerando a dilatação, as dores, processo inflamatório e o risco aumentado de trombose.

Apesar de a idade ser um fator de risco para a ocorrência das varizes, o principal motivo para a ocorrência de varizes é a genética. Assim, caso você tenha parentes próximos com essa condição, é importante estar atento desde cedo. 

Apesar de a idade e a genética serem os principais fatores, outras causas também exercem bastante influência na ocorrência das varizes, como ficar muito tempo sentado ou de pé, já que essas posturas por longos períodos dificultam a circulação sanguínea nos membros inferiores e o retorno do sangue para o coração. 

Veja como é feito a consulta com angiologista na CLAF! 

Outras causas associadas ao surgimento das varizes também são:

  • Sobrepeso e obesidade: o excesso de peso aumenta a pressão nos membros inferiores, dificultando o retorno do sangue para o coração. 
  • Climatério/menopausa: as flutuações hormonais ocorridas nesse período também favorecem a ocorrência das varizes.
  • Uso de anticoncepcionais: o estrogênio presente nos anticoncepcionais podem causar alterações nas paredes das veias e interferir na circulação sanguínea. 
  • Sedentarismo: a falta de condicionamento físico e cardiovascular favorece a fraqueza das válvulas venosas e dos músculos, reduzindo também a potência cardíaca. 
  • Gravidez: também devido ao aumento de pressão nos membros inferiores. 

É importante estar atento à presença desses fatores de risco, tanto para tomar medidas de prevenção quanto para procurar mais rapidamente a avaliação médica com o angiologista, caso se perceba alguma alteração sugestiva.

O angiologista cuida dos sintomas das varizes, mas também de muitos outros problemas relacionados à saúde circulatória. Saiba mais neste artigo:

Angiologista: quando e por que procurar um!

Varizes: quais os principais tratamentos? 

A escolha do melhor tratamento para varizes vai depender do estadiamento do caso específico. 

Em casos mais leves e iniciais, as principais recomendações dos especialistas costumam ser:

  • A adoção de hábitos saudáveis, com uma dieta balanceada e exercícios físicos regulares, visando redução de peso.
  • Mudanças posturais, a fim de evitar a permanência por muito tempo numa mesma posição.
  • Utilização de meias de compressão para as pernas.
  • Uso de medicamentos específicos. 

Contudo, caso as abordagens iniciais não sejam bem-sucedidas, outras opções que podem ser adotadas costumam ser:

O tratamento a laser é o método mais moderno entre eles, sendo considerado o menos invasivo e indolor. Ele se utiliza do princípio de termoablação (com o fechamento da veia a partir da ação do calor). E, muitas vezes, dependendo do caso, pode nem ser necessária incisão. 

👉 Conheça tudo sobre varizes!

Varizes: cuide-se com a CLAF!

Esperamos que este artigo tenha esclarecido as suas dúvidas sobre como as varizes surgem e por que devemos dar toda atenção a seus sintomas, a fim de evitar as possíveis complicações.

Cuidar da sua saúde vascular é importante em qualquer idade. Por isso, caso você esteja sofrendo com varizes (ou conheça alguém que esteja), conte com a CLAF! 

Contamos com uma equipe especializada e experiente, pronta para te dar todo suporte necessário na investigação e tratamento do seu quadro. 

Caso você esteja em Brasília ou Entorno, venha se cuidar com um de nossos angiologistas!

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Leia também:

Como evitar varizes: não perca essas 7 dicas!

Fatores de risco para trombose (sedentarismo é um deles)!

A trombose é uma doença de caráter vascular, que se caracteriza pela obstrução de veias (em geral das pernas), provocada por coágulos de sangue. Esse problema afeta especialmente pessoas a partir dos 50 anos de idade.

Contudo, segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), pacientes cada vez mais jovens também vêm sendo acometidos, em decorrência de uma série de hábitos modernos, entre eles o sedentarismo.

Acompanhe o artigo para descobrir mais sobre a trombose, seus fatores de risco e o que fazer para evitar! 

O que é Trombose? 

A trombose é uma obstrução de veias – em geral, das pernas e coxas – provocada pela presença de coágulos de sangue.

Ao interromper ou diminuir a circulação sanguínea naquele ponto, o coágulo costuma provocar inchaço e dor, que pode variar de acordo com o grau de severidade do caso. 

Um dos maiores riscos da trombose diz respeito à embolia, que é quando coágulos se desprendem do local de origem, circulam pela corrente sanguínea, se fixando em outros órgãos, como cérebro, pulmões e coração.

A embolia pulmonar, por exemplo, é uma das consequências mais frequentes da chamada TVP (trombose venosa profunda), podendo levar à morte. 

Ainda segundo a SBACV, a trombose atinge até 100.000 pessoas todos os anos ao redor do mundo. 

Os principais sintomas associados à trombose são: 

  • Inchaço e dor na área afetada.
  • Vermelhidão.
  • Rigidez muscular.

A trombose pode atingir tanto membros superiores quanto inferiores. Contudo, devido principalmente ao efeito da gravidade, é mais comum que ocorra nos membros inferiores. 

Leia mais:

Dores e inchaços nas pernas: o que pode ser? 

Quais as principais causas da trombose?

A trombose pode ser motivada por uma série de razões. A idade avançada, com a consequente diminuição da elasticidade das paredes das veias é apenas uma delas e, por incrível que pareça, não é a principal.

Dentre as outras possíveis causas para a trombose, podemos citar:

1. Genética 

Dentre as causas da trombose, a hereditariedade é uma das menos influentes. Existem pesquisas que relacionam a capacidade de coagulação transmitida de pais para filhos como um fator influente no futuro desenvolvimento da trombose. Contudo não é considerado nem de longe tão influente como outros fatores dessa lista. 

Todavia, caso você apresente casos recorrentes de trombose na família, é importante fazer um acompanhamento especial com o angiologista para prevenir não só esse, mas também outros problemas vasculares. 

Leia mais:

Angiologista: quando e por que procurar um

2. Gravidez 

Conforme o bebê se desenvolve e aumenta de tamanho, a barriga da mãe se expande, exercendo mais peso sob os membros inferiores e dificultando o trânsito de sangue natural das pernas para o coração.

Dessa forma, aumenta-se o risco de trombose. Também se explica o porquê de mulheres grávidas sentirem tantas dores nas pernas. Para evitar o desenvolvimento da doença, é importante contar com acompanhamento vascular durante a gestação, além de manter a prática de atividades físicas. 

3. Obesidade 

O excesso de gordura corporal, especialmente na região abdominal, exerce grande pressão sobre os membros inferiores, dificultando a circulação sanguínea. 

Além disso, a obesidade pode favorecer o bloqueio e a formação de placas de gordura nas paredes das veias e artérias, podendo resultar não apenas em casos de trombose, como também aterosclerose, hipertensão arterial e até acidente vascular cerebral. 

4. Tratamento anticoncepcional e terapia hormonal 

A base dos tratamentos anticoncepcionais e terapias hormonais geralmente é a administração de hormônios sintéticos, que mimetizam o estrogênio e a progesterona no corpo. 

Estes mesmos hormônios também acabam provocando outras alterações no organismo, como estimular a coagulação do sangue. 

Dessa forma, aumenta-se o risco do surgimento de coágulos, especialmente nas veias de membros inferiores (que são naturalmente mais suscetíveis). 

5. Tabagismo 

O cigarro estimula a rigidez e a formação de placas nas paredes das artérias, diminuindo assim o fluxo de sangue e aumentando as chances do desenvolvimento de quadros como aterosclerose e trombose. 

As mais de 4.700 substâncias tóxicas presentes no cigarro acabam tendo um efeito muito prejudicial ao organismo, influenciando também no funcionamento de válvulas e paredes venosas e arteriais. Tudo isso favorece o aparecimento da trombose. 

6. Alimentação ruim 

Uma alimentação rica em carboidratos simples (açúcares e massas refinadas), gorduras e sódio, associada ao sedentarismo, pode causar enormes danos ao organismo, mesmo em pessoas mais jovens. 

Assim como a obesidade, uma dieta desequilibrada pode aumentar os níveis de gordura no sangue e favorecer a formação de placas capazes de obstruir ou dificultar a circulação sanguínea.

Diante desse processo inflamatório, a formação de coágulos se torna muito mais provável e frequente. 

7. Varizes

Apesar de a maioria das pessoas julgar as varizes somente como um problema estético, elas podem estar associadas a problemas mais graves.

A dilatação das veias, que caracteriza as varizes, se deve a uma circulação sanguínea ineficiente e, como isso tem causas muito semelhantes à da trombose (como permanecer muito tempo numa mesma posição), caso não sejam tratadas, podem evoluir para quadros de trombose venosa profunda (TVP). 

Este é um problema que afeta especialmente as mulheres e que não costuma ser levado a sério como deveria. 

Leia mais: 

Quais são os riscos de não tratar as varizes?

8. Sedentarismo 

Finalmente, como uma das principais causas para a ocorrência da trombose e de problemas vasculares nos membros inferiores, chegamos ao sedentarismo.

Quando não nos movimentamos com frequência e, principalmente, quando permanecemos muito tempo em uma mesma posição (sentados ou de pé), a circulação do nosso corpo fica prejudicada. 

Com o passar do tempo, isso pode levar ao enfraquecimento das válvulas venosas que realizam o trabalho de bombear o sangue de volta ao coração, as quais vão se tornando cada vez mais ineficientes.

Isso pode tanto provocar varizes como colaborar para quadros de trombose. 

Como medida preventiva, a prática de atividades físicas regulares e a atenção às mudanças constantes de posição são fatores muito importantes. Como medida associada, o uso de meias compressivas também costuma ajudar.

A Covid-19 pode favorecer o desenvolvimento da trombose?

Alguns estudos têm relacionado uma maior predisposição a desenvolver trombose em pacientes que contraíram a doença. A possível causa seriam processos inflamatórios que podem acontecer durante a infecção. 

Contudo, o risco também está aí para pessoas que não apresentam a doença. De fato, os casos de trombose têm aumentado devido ao nível de inatividade de pessoas de todas as idades, especialmente após a pandemia.

Trabalhar em casa, estudar em casa, ter lazer em casa, pedir compras em casa: tudo isso eliminou uma série de rotinas de deslocamento que nós tínhamos e, para muitas pessoas, não houve compensação. 

Ainda que o isolamento social ainda seja uma necessidade, é possível inserir atividades físicas em sua rotina, seja subindo escadas, pulando corda, dançando, fazendo exercícios online, com a ajuda do Youtube ou descendo para uma caminhada rápida.

Leia mais: 

Check-up da mulher na quarentena: é seguro adiar?

Cuida da sua saúde vascular na CLAF!

Esperamos que todas as suas dúvidas sobre os fatores de risco para a trombose tenham sido esclarecidas. Caso você ainda tenha questões específicas para esclarecer ou investigar, a Clínica CLAF dispõe de angiologistas experientes e preparados para te dar todo o suporte necessário. 

A trombose é um quadro que pode ser evitado com os cuidados que citamos neste artigo, além da frequência regular às consultas e exames.

Somos uma clínica especializada na saúde da mulher e contamos com uma equipe altamente capacitada de ginecologistas, obstetras, mastologistas, cirurgia vascular, endocrinologistas e angiologistas prontos para te atender!

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Cirurgia de varizes: tire todas as suas dúvidas sobre o pós-operatório

A cirurgia de varizes (ou cirurgia vascular) é o procedimento escolhido para tratar os quadros de veias médias e também as mais profundas.

Em geral, a opção cirúrgica é escolhida quando outras técnicas menos invasivas já não são eficazes, como as escleroterapias com aplicação de espuma ou glicose, os tratamentos naturais (medicações para melhorar a circulação) ou mesmo as mudanças de hábitos posturais.

Via de regra, as cirurgias de varizes são procedimentos de baixo risco, que não apresentam um pós-operatório complicado. Contudo, todas elas necessitam de cuidados específicos e repouso adequado.

Confira abaixo quando é indicado fazer o procedimento e quais são os cuidados que você precisa tomar no pós-operatório, para garantir uma boa recuperação. 

Quando é indicada a cirurgia para varizes?

Em geral, a recomendação médica é de operar pacientes que estejam sofrendo com dores e queimação mais intensas ou que apresentem quadros mais severos, com risco de evoluir para casos de embolia ou trombose venosa profunda. 

A decisão pela cirurgia de varizes deve ser discutida com o médico angiologista, que é o especialista responsável por tratar os problemas relacionados ao nosso sistema circulatório. 

Além das indicações citadas acima, a cirurgia também pode ser indicada com propósitos estéticos, caso o aspecto de suas varizes esteja te causando desconforto. Converse com seu angiologista para avaliar a melhor estratégia para seu caso. 

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Como é feita a cirurgia de varizes?

É importante destacar a diferença entre alguns procedimentos ou técnicas de tratamento para as varizes e cirurgias para varizes.

Existem técnicas mais simples, como as escleroterapias com espuma e glicose, que são mais superficiais e visam somente fechar os vasos. Já as cirurgias são abordagens mais complexas e invasivas, em geral com o objetivo de retirada da veia comprometida pelo problema circulatório.

Conheça um pouco mais sobre as cirurgias mais comuns: 

1. Cirurgia a laser

Também chamada de escleroterapia a laser (ou termoablação a laser), esse procedimento é indicado para tratar casos de varizes leves e médias. Basicamente consiste na exposição das veias varicosas a um laser transdérmico (através da pele), que fechará as veias devido a seu efeito de termoablação.

Em outras palavras, significa fechar as paredes dos vasos sanguíneos prejudicados através da ação do calor do laser. O procedimento geralmente dura de 20 a 30 minutos, não sendo necessário nenhum tipo de corte na pele. 

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2. Cirurgia por radiofrequência

Também conhecida como escleroterapia por radiofrequência (ou termoablação por radiofrequência), funciona de maneira bem parecida com a cirurgia a laser. Porém, neste caso é feita a inserção de um catéter intravenoso, que vai provocar o aquecimento e a contração das paredes dos vasos sanguíneos diretamente de dentro da veia.

Diferentemente da cirurgia a laser, porém, a radiofrequência se utiliza de energia térmica (calor) e não de energia luminosa, e age de dentro para fora.

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3. Microcirurgia de varizes 

Nos procedimentos anteriores, a intenção era simplesmente fechar as veias varicosas. Já neste procedimento (e no próximo), o objetivo cirúrgico é mesmo a retirada da veia.

Para varizes de menor porte, a primeira opção cirúrgica costuma ser a chamada microcirurgia (também chamada de flebectomia por microincisão ou microfleblectomia).

Como o próprio nome diz, esse tipo de cirurgia pode ser feita em ambulatório, sem necessidade de internação hospitalar, mediante a administração de anestesia local.

4. Remoção da veia safena

Este procedimento cirúrgico é o mais complexo de todos, voltado para a remoção completa de veias safenas, que são veias mais profundas do sistema circulatório. 

Quando as varizes afetam esses tipos de veias, o risco de o paciente desenvolver um quadro de TVP (trombose venosa profunda) ou embolia pulmonar é bem maior. 

Para realização deste procedimento, o cirurgião realiza um corte na virilha e outro na perna, é passado um fio de aço por meio da veia safena, que é então retirada

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Cirurgia de varizes, operatório e pós-operatório.
Fonte: Clínica Dr. Jorge Molina (Espanha)

Para evitar que ocorra um grande sangramento durante esse procedimento, são tomadas várias medidas, como a compressão do local. Mas como se trata da retirada de veias (meios de circulação de sangue), pode  ocorrer  algum sangramento, com posterior hematoma no local operado.

Pós-operatório da cirurgia de varizes

No caso das cirurgias a laser e por radiofrequência, o pós-operatório costuma ser bem mais tranquilo e, em geral, no dia seguinte, o paciente já pode ter condições de retomar suas atividades cotidianas – mas de forma cuidadosa.

Já no caso da microcirurgia e da cirurgia com retirada de safena, o pós-operatório requer um pouco mais de cuidado, já que se trata de procedimentos mais invasivos, com possível sangramento, hematoma e processos inflamatórios, o que requer alguns dias para a recuperação.

No caso da microcirurgia, o paciente geralmente está apto a retomar suas atividades cotidianas cerca de 5-10 dias após a cirurgia. Já na cirurgia com retirada de safena, esse prazo pode chegar a 15-30 dias.

Cuidados na primeira semana do pós-operatório de varizes

Logo após a cirurgia, a recomendação é de que o paciente fique em repouso pelos próximos dias, deitado e com as pernas mais altas que a cabeça. À medida que o tempo passa, o paciente vai ficando cada vez menos tempo nessa posição e mais tempo de pé.

Porém, o repouso não deve ser absoluto. A recomendação é caminhar ou se movimentar – de forma leve – por alguns minutos, várias vezes ao dia. Isso ajuda na circulação e no processo de cicatrização. 

Após as primeiras 24 horas, o banho está liberado, mas é preciso tomar cuidado com a área da cirurgia. Se possível, deixe-a fora da água ou coberta por uma toalha. Troque os curativos diariamente, com o auxílio de gaze limpa e sempre higienize suas mãos antes de tocar na área operada. 

Cuidados no longo prazo no pós-operatório de varizes

As meias elásticas são um recurso auxiliar para o sucesso da cirurgia de varizes. Elas trazem mais conforto para o paciente e segurança para o procedimento, sendo colocadas em geral logo após a realização do procedimento. 

A recomendação é utilizá-las durante todo o dia, retirando apenas para tomar banho e para dormir. 

Após a cirurgia, o paciente ficará em uso de algumas medicações, como antiinflamatórios e medicações que auxiliem na circulação e reduzam o risco de problemas como trombose.

Após alguns dias o paciente deve retornar ao médico que o operou, para avaliação das feridas operatórias e do processo de recuperação como um todo.

Esteja atento aos sinais do seu corpo. É comum que algumas manchas escuras apareçam após o procedimento cirúrgico: elas irão sair com o tempo. Porém, caso você sinta muita dor e queimação nas pernas durante o período de recuperação, fale com o médico que te operou. 

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Tratamento de varizes: o primeiro passo é a consulta médica!

Como vimos neste artigo, hoje existem inúmeras opções de tratamento para as varizes, que vão desde técnicas simples e rápidas, indo até procedimentos mais complexos, como a cirurgia de varizes.

No entanto, o primeiro passo é sempre a consulta com o médico angiologista. É esse profissional que vai avaliar seu caso e discutir com você qual o melhor caminho de tratamento.

Para isso, a escolha de um local confiável, com profissionais experientes e cuidadosos é um passo muito importante para garantir sua segurança e o sucesso dos procedimentos. 

A Clínica CLAF é referência no atendimento da mulher, contando com uma equipe de médicos especializados nas áreas de ginecologia, obstetrícia, mastologia, reprodução humana, endocrinologia e angiologia.

Se você está em Brasília ou Entorno, agende online seu atendimento com um de nossos angiologistas e deixe de sofrer com as varizes!