Vasinhos nas pernas: causas, tratamentos e prevenção

Apesar de não representarem maiores riscos para a saúde, os vasinhos nas pernas costumam gerar bastante incômodo nas pessoas que os têm, especialmente nas mulheres.

Podendo estar presentes em pequenas ou em grandes quantidades, essa alteração vascular pode afetar pessoas de todas as idades e de ambos os gêneros.

A seguir vamos te mostrar o que causa os vasinhos nas pernas, os melhores tratamentos e se é possível prevenir.

Boa leitura!

Quais as causas dos vasinhos nas pernas

Os vasinhos – também conhecidos como telangiectasias – são pequenas veias dilatadas que aparecem geralmente nas pernas, mas também podem surgir no rosto ou em outras partes do corpo. 

Eles são diferentes das varizes maiores por serem menores e estarem mais próximos à superfície da pele, muitas vezes apresentando uma cor vermelha ou azul

As possíveis causas para o surgimento dos vasinhos incluem:

✅ Fatores genéticos: A predisposição genética é uma das principais causas. Se familiares próximos possuem vasinhos ou varizes, há maior probabilidade de desenvolvê-los.

✅ Idade: Com o envelhecimento, as veias podem perder elasticidade e as válvulas nas veias podem enfraquecer, levando ao acúmulo de sangue e à dilatação das veias.

✅ Hormônios: Mudanças hormonais associadas à puberdade, gravidez e menopausa, ou o uso de anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal podem afetar a elasticidade das veias, aumentando o risco de vasinhos.

✅ Gravidez: Durante a gravidez, o aumento no volume de sangue pode causar uma maior pressão nas veias. Além disso, o crescimento do útero pode pressionar as veias, dificultando o retorno do sangue das pernas para o coração

✅ Estilo de vida: Ficar em pé ou sentado por períodos prolongados regularmente pode contribuir para o desenvolvimento de vasinhos, pois essas posições podem aumentar a pressão nas veias das pernas.

✅ Obesidade: O excesso de peso aumenta a pressão sobre as veias, o que pode levar à formação de vasinhos.

✅ Trauma ou lesões na pele: Lesões na pele ou cirurgias podem levar à formação de vasinhos como parte do processo de cicatrização.

✅ Exposição ao sol: A exposição prolongada ao sol pode causar danos aos vasos sanguíneos e contribuir para o desenvolvimento de vasinhos, especialmente no rosto

✅ Condições médicas: Algumas condições médicas, como doenças do fígado ou condições autoimunes, podem estar associadas ao aparecimento de vasinhos.

A formação de vasinhos é frequentemente considerada um problema estético, mas pode também ser um sinal de insuficiência venosa; ou seja, sinal de que há veias mais grossas com problemas, que estejam provocando os vasinhos. 

Por isso, é importante uma avaliação médica para determinar a causa e o tratamento adequado.

É possível prevenir?

Prevenir completamente os vasinhos pode não ser possível, já que um dos principais fatores é a tendência genética. No entanto, é possível tomar algumas medidas para reduzir o risco de desenvolvê-los ou minimizar a gravidade do problema. 

Aqui estão algumas estratégias eficazes:

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Exercícios regulares

Atividades físicas, especialmente aquelas que melhoram a circulação nas pernas – como caminhar, correr, andar de bicicleta e nadar – podem ajudar a melhorar o retorno venoso e a circulação sanguínea, diminuindo a pressão nas veias.

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Manter um peso saudável

Evitar o excesso de peso pode reduzir a pressão sobre as veias, ajudando a prevenir a formação de vasinhos.

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Evitar posturas estáticas

Caso seu trabalho exija que você fique sentado(a) ou em pé por longos períodos, tente mudar de posição regularmente e faça alongamentos e pequenas caminhadas ao longo do dia. Essa é uma medida simples, porém muito importante para estimular a circulação sanguínea e reduzir os riscos do surgimento de vasinhos.

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Usar meias de compressão

Meias de compressão podem ser especialmente úteis para pessoas que já têm problemas de circulação ou que ficam em pé por longos períodos. Elas ajudam a melhorar a circulação sanguínea e a reduzir a pressão nas veias.

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Elevar as pernas

Elevar as pernas acima do nível do coração, quando possível, pode ajudar a facilitar o retorno venoso, reduzindo a pressão nas veias e prevenindo a formação de vasinhos.

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Cuidar da pele

Proteger a pele do sol usando protetor solar ou barreiras físicas pode ajudar a prevenir vasinhos no rosto e outras áreas expostas.

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Evitar roupas apertadas

Roupas muito apertadas podem restringir o fluxo sanguíneo, especialmente na cintura, virilha e pernas. Optar por roupas mais folgadas pode ajudar a manter uma boa circulação.

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Dieta saudável

Uma dieta rica em fibras e com bom consumo de água pode prevenir a constipação, que pode forçar você a se esforçar mais durante a evacuação e aumentar a pressão nas veias. 

Além disso, incluir alimentos ricos em fibras vitamina C e flavonoides pode também fortalecer as paredes das veias.

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Gerenciar os níveis hormonais

Para mulheres que percebem uma relação entre o uso de anticoncepcionais hormonais ou terapia de reposição hormonal e o desenvolvimento de vasinhos, discutir alternativas com o(a) profissional que prescreveu é algo indicado.

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Monitoramento e avaliação médica

Consultas regulares, com angiologista/cirurgião vascular, podem ajudar a identificar e tratar precocemente problemas de circulação que podem levar a vasinhos, especialmente se há histórico familiar de problemas venosos.

Embora essas medidas possam ajudar na prevenção e no manejo dos vasinhos, é importante lembrar que alguns fatores, como a genética, não podem ser modificados. No entanto, com a adoção de cuidados como esses, os riscos de surgimento do problema são menores. E se, mesmo assim, eles venham a surgir, a intensidade provavelmente será menor.

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Melhores tratamentos para vasinhos nas pernas

Os vasinhos podem ser tratados por meio de várias técnicas, que visam eliminar ou reduzir a aparência dessas pequenas veias dilatadas. Aqui estão alguns dos tratamentos mais eficazes:

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Escleroterapia

Este é um dos tratamentos mais comuns para vasinhos. Envolve a injeção de uma solução esclerosante diretamente nas veias afetadas, que irrita o revestimento da veia, fazendo com que elas colapsem e se dissolvam ao longo do tempo. A escleroterapia é eficaz para vasinhos nas pernas e em outras áreas do corpo.

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Terapia a laser

O tratamento a laser utiliza feixes de luz intensa para direcionar e danificar as veias, fazendo com que desapareçam. O laser pode ser particularmente útil para vasinhos que são muito pequenos para a escleroterapia. É também uma opção comum para vasinhos faciais.

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Terapia de luz intensa pulsada

Embora seja semelhante aos lasers em seu efeito, a IPL utiliza múltiplos comprimentos de onda de luz para tratar veias de diferentes tamanhos e profundidades. Esta técnica é muitas vezes usada para tratar vasinhos no rosto.

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Microflebectomia

Para vasinhos maiores, a microflebectomia pode ser uma opção. Este procedimento envolve fazer pequenas incisões através das quais as veias são removidas. É minimamente invasiva e geralmente realizada sob anestesia local.

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Tratamento com radiofrequência

Similar ao tratamento a laser, a radiofrequência utiliza energia térmica para fechar as veias afetadas. Esta técnica é menos comum, mas pode ser usada em certos casos, nos quais o laser não é apropriado.

Cada método tem suas vantagens e limitações, e a escolha do tratamento mais adequado depende de vários fatores, como o tamanho e a localização dos vasinhos, bem como a preferência do(a) paciente e a experiência do(a) profissional. 

É importante discutir todas as opções com angiologista/cirurgião vascular, que irá recomendar o melhor plano de tratamento com base nas necessidades específicas do paciente.

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Trombose: riscos, causas, sintomas e tratamentos!

Classificada como uma das “doenças silenciosas”, a trombose é uma condição potencialmente grave, que pode passar despercebida devido aos seus sinais não serem muito claros, em alguns casos.

No entanto, é algo que pode trazer riscos graves, inclusive à vida, o que torna essencial saber mais a respeito.

A seguir, você saber o que é a trombose, quais os seus riscos, causas, sintomas, formas de prevenção e tratamentos.

Confira!

O que é trombose e quais os seus riscos?

A trombose é uma condição médica caracterizada pela formação de coágulos sanguíneos que podem obstruir o fluxo normal do sangue. Esses coágulos – também conhecidos como trombos – podem se desenvolver nas veias, geralmente nas pernas, provocando a chamada trombose venosa profunda. 

Se esses coágulos se soltam e viajam pela corrente sanguínea, podem chegar a outros órgãos – como pulmões, coração e cérebro – o que é uma emergência médica imediata, com risco à vida.

Quadro de embolia pulmonar

Os riscos associados à trombose são significativos, pois os coágulos podem bloquear vasos sanguíneos importantes, interferir no fornecimento de sangue para órgãos vitais e, em casos mais graves, resultar em complicações sérias, incluindo a morte.

Complicações comuns e riscos associados à trombose incluem:

✅ Embolia pulmonar: Quando um coágulo se desloca e atinge os pulmões, pode causar sérios problemas respiratórios, resultando em falta de ar e até mesmo insuficiência cardíaca.

✅ Síndrome pós-trombótica: Após uma trombose venosa profunda, alguns pacientes podem desenvolver essa síndrome, caracterizada por inchaço persistente, dor e alterações na pele da perna afetada.

✅ Danos aos órgãos: Se um coágulo atingir órgãos vitais, como cérebro, coração ou rins, pode resultar em danos permanentes ou até mesmo falência do órgão.

✅ Recorrência: Indivíduos que tiveram um episódio de trombose têm um risco aumentado de desenvolver novos coágulos no futuro.

Quais as causas e fatores de risco?

As causas da trombose são multifatoriais, envolvendo uma interação complexa entre fatores genéticos, condições médicas subjacentes e situações específicas. 

Abaixo estão algumas das principais causas e fatores de risco associados à ocorrência da trombose:

Imobilidade prolongada

Ficar por longos períodos na mesma posição – como durante viagens longas ou hospitalização – pode diminuir o fluxo sanguíneo, aumentando o risco de coágulos.

Cirurgias e lesões

Intervenções cirúrgicas, especialmente nas pernas, pélvis ou abdômen, podem desencadear a formação de coágulos. Lesões graves também aumentam o risco.

Doenças crônicas

Algumas condições médicas, como câncer, doenças cardíacas, distúrbios sanguíneos e doenças inflamatórias, aumentam a probabilidade de trombose.

Uso de contraceptivos hormonais

Mulheres que usam pílulas anticoncepcionais ou terapia de reposição hormonal têm um risco ligeiramente elevado.

Gravidez

Mudanças hormonais e pressão nas veias durante a gravidez podem aumentar o risco de trombose.

Histórico familiar

Um dos fatores mais importantes é a tendência familiar. A predisposição genética pode aumentar (e muito) a propensão à trombose.

Idade avançada

O envelhecimento pode afetar a função vascular, aumentando a suscetibilidade à trombose.

Obesidade

O excesso de peso pode sobrecarregar o sistema circulatório, tornando-o mais propenso à formação de coágulos.

Tabagismo

O hábito de fumar danifica as paredes dos vasos sanguíneos, aumentando o risco de trombose.

Traumatismos

Lesões graves, como fraturas ou trauma vascular, podem desencadear reações no sistema circulatório, que favorecem a formação de coágulos.

Doenças inflamatórias

Doenças autoimunes e inflamatórias – como lúpus e artrite reumatoide – também podem provocar um aumento no risco de trombose.

Varizes

Um dos principais fatores de risco para a trombose são as varizes. Essas veias dilatadas e tortuosas favorecem o acúmulo de sangue nas pernas e, com isso, a formação de coágulos e, consequentemente, da trombose.

É importante destacar que a combinação de vários fatores de risco pode aumentar significativamente a probabilidade de trombose. Pessoas com fatores de risco conhecidos devem estar cientes dos sintomas e discutir medidas preventivas com um especialista; de preferência um angiologista ou cirurgião vascular.

É possível perceber?

O ideal é que pessoas com fatores de risco mantenham uma frequência regular de consultas e exames médicos para avaliar como está a saúde vascular, já que os sinais da trombose podem não ser muito claros, o que coloca essas pessoas em risco e permite que o quadro se agrave.

É fundamental estar atento a possíveis sinais que podem indicar a ocorrência de trombose. Embora esses sintomas possam variar, aqui estão alguns sinais comuns de serem observados:

✅ Inchaço e dor nas pernas: Preste atenção a inchaços repentinos em uma perna, acompanhado de dor ou sensação de peso.

✅ Mudanças na coloração da pele: Alterações na coloração da pele, como vermelhidão ou tonalidade azulada, podem indicar problemas circulatórios.

✅ Sensação de calor: Uma área afetada pela trombose pode apresentar calor excessivo, em comparação com as regiões circundantes.

✅ Dor ao caminhar: Desconforto ou dor ao caminhar, especialmente nas panturrilhas, pode ser também um sinal.

✅ Dificuldade para respirar: Sentir falta de ar repentinamente, especialmente acompanhada de dor no peito, pode indicar uma possível embolia pulmonar.

✅ Inchaço abdominal: No caso de trombose de veias abdominais, pode ocorrer inchaço abdominal e dor.

É importante ressaltar que esses sinais podem ser sutis ou facilmente atribuídos a outras condições. Portanto, a manutenção de uma rotina de consultas médicas regulares e exames de monitoramento é crucial. 

Angiologistas e cirurgiões vasculares podem identificar precocemente potenciais problemas e recomendar medidas preventivas. 

Se você suspeitar de trombose ou experimentar sintomas incomuns, não hesite em buscar ajuda médica imediatamente. A detecção precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações graves.

Trombose: prevenção e tratamentos

Apesar da principal razão para o desenvolvimento da trombose ser a genética – contra a qual não há muito o que se fazer – algumas medidas e cuidados no dia a dia podem reduzir (e muito) o risco de desenvolver trombose. Confira algumas sugestões:

✅ Movimentação regular: Evite períodos prolongados de imobilidade. Se estiver em uma viagem longa ou sentado por muito tempo, faça pausas para se movimentar.

✅ Exercícios: Mantenha uma rotina regular de exercícios, especialmente atividades que promovam a circulação sanguínea, como caminhadas e alongamentos.

✅ Hidratação: Mantenha-se hidratado, pois a desidratação pode aumentar o risco de trombose.

✅ Evite o tabagismo: Pare de fumar, pois o tabagismo danifica os vasos sanguíneos, tornando-os mais propensos à formação de coágulos.

✅ Controle do peso: Mantenha um peso saudável, pois o excesso de peso está associado a um maior risco de trombose.

✅ Roupas adequadas: Use roupas confortáveis, especialmente durante viagens, e evite roupas apertadas que possam interferir na circulação.

✅ Converse com seu médico: Se você tem fatores de risco conhecidos, discuta com seu médico sobre medidas preventivas, como o uso de medicamentos anticoagulantes.

Como tratar a trombose?

Para as pessoas que já desenvolveram o problema, hoje existem inúmeras opções de tratamento, a depender do quadro e da gravidade do problema. Confira abaixo as principais opções:

✅ Anticoagulantes: Medicamentos anticoagulantes são frequentemente prescritos para prevenir a formação de novos coágulos e reduzir o crescimento dos existentes.

✅ Trombolíticos: Em casos mais graves, especialmente quando há risco de complicações sérias, podem ser administrados medicamentos trombolíticos para dissolver coágulos.

✅ Compressão elástica: O uso de meias de compressão – quando prescritas por médico especialista – pode melhorar a circulação sanguínea nas pernas.

✅ Elevação das pernas: Manter as pernas elevadas pode reduzir o inchaço e melhorar o fluxo sanguíneo.

✅ Filtros de veia cava: Em situações específicas, pode ser necessário implantar um filtro na veia cava inferior para prevenir a migração de coágulos para os pulmões.

✅ Cirurgia: Em casos graves ou recorrentes, a remoção cirúrgica do coágulo pode ser considerada.

É crucial destacar que o tratamento varia de acordo com a gravidade e a localização da trombose, sendo personalizado para cada paciente. A escolha da abordagem terapêutica é feita em conjunto com o profissional de saúde, considerando o histórico médico e as condições específicas do indivíduo. 

O acompanhamento médico regular é essencial para garantir o monitoramento adequado e ajustes no tratamento, se necessário.

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Quando devo ir ao angiologista?

Apesar de não estar entre os especialistas mais conhecidos da maioria das pessoas, o médico angiologista trata de questões extremamente importantes, inclusive algumas que podem trazer risco à vida.

Os problemas vasculares – foco do trabalho desses profissionais – são condições que, muitas vezes, não costumam dar muitos sinais no início, o que faz com que eles evoluam e se agravem. Saber a hora de buscar um angiologista é fundamental para evitar esses riscos.

A seguir você vai saber quando deve ir ao angiologista e quais sinais indicam que é hora de buscar a avaliação desse profissional. Confira!

Afinal, do que trata o angiologista?

Um médico angiologista é especializado no diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças que afetam os vasos sanguíneos, tanto as artérias quanto as veias, e também o sistema linfático. 

Seu foco principal está na avaliação e gestão de distúrbios circulatórios, buscando melhorar a saúde vascular dos pacientes. 

Vale destacar as diferenças entre angiologistas e cirurgiões vasculares, já que são áreas relacionadas, mas com sutis diferenças. 

✅ Angiologista: É mais focado em diagnóstico, prevenção e tratamento não cirúrgico de doenças vasculares. Pode incluir o uso de medicamentos, intervenções minimamente invasivas e aconselhamento sobre mudanças no estilo de vida.

✅ Cirurgião vascular: Além de diagnosticar e tratar condições vasculares, o cirurgião vascular pode realizar procedimentos cirúrgicos para corrigir problemas mais complexos, como a cirurgia de revascularização ou reparo de aneurismas.

Enquanto os angiologistas têm uma atuação principalmente clínica, na investigação e tratamento medicamentoso e terapêutico dos problemas vasculares, os cirurgiões vasculares estão habilitados a realizarem cirurgias vasculares, como no caso das varizes.

No Brasil, hoje em dia, o normal é que praticamente todos os profissionais possuam ambas as habilitações.

Algumas das doenças tratadas por angiologistas incluem:

✅ Varizes – O angiologista/cirurgião vascular lida com a avaliação e tratamento de veias varicosas, que são veias dilatadas e tortuosas que podem causar desconforto e complicações.

✅ Trombose venosa profunda (TVP) – O profissional também diagnostica e gerencia a trombose venosa profunda, uma condição caracterizada pela formação de coágulos sanguíneos nas veias profundas, geralmente nas pernas.

✅ Doença arterial periférica (DAP) – A DAP envolve o estreitamento ou obstrução das artérias fora do coração e do cérebro. O angiologista trata dessa condição, muitas vezes usando estratégias para melhorar o fluxo sanguíneo nas extremidades.

✅ Aneurismas – Esse médico podem também lidar com o diagnóstico e acompanhamento de aneurismas, que são dilatações anormais nas paredes dos vasos sanguíneos.

✅ Linfedema – O linfedema é o acúmulo de fluido linfático, resultando em inchaço. Angiologistas podem estar envolvidos no gerenciamento dessa condição.

✅ Úlceras Vasculares – Úlceras nas pernas causadas por problemas circulatórios, como insuficiência venosa, podem ser diagnosticadas e tratadas por angiologistas.

Quando devo ir ao angiologista?

O ideal é que pessoas que possuam fatores de risco para problemas vasculares mantenham uma rotina de visitas ao angiologista, ao menos uma vez ao ano, mesmo sem a presença de sintomas claros, até mesmo para prevenir ou diagnosticar precocemente possíveis problemas.

Ainda assim, alguns sinais e sintomas podem ser claros indícios de que é hora de buscar uma avaliação desse profissional. Confira os principais: 

Dor ou desconforto nas pernas

Se você experimenta dor, desconforto persistente, sensação de peso ou fadiga nas pernas, especialmente ao caminhar, isso pode indicar problemas circulatórios.

Varizes

A presença de veias varicosas, especialmente se acompanhadas por inchaço, dor ou mudanças na cor da pele ao redor das veias.

Edema ou inchaço nas pernas ou pés

Inchaço que persiste nas extremidades, podendo indicar problemas de circulação, insuficiência venosa ou linfedema.

Alterações na cor ou textura da pele

Mudanças na cor da pele, úlceras cutâneas ou outros sinais de comprometimento vascular.

Sintomas de trombose venosa profunda

Dor, inchaço, calor ou vermelhidão na perna, especialmente se acompanhados por dificuldade em respirar podem ser sinais de algum quadro vascular mais grave, como uma trombose venosa profunda (TVP), o que requer uma pronta avaliação em serviço de emergência.

Claudicação intermitente

Dor nas pernas durante a caminhada que melhora com o repouso, um possível sintoma de doença arterial periférica, o que também indica uma avaliação vascular.

Dificuldade de cicatrização

Feridas nas pernas que demoram a cicatrizar, especialmente em pessoas com diabetes ou outras condições de saúde que afetam a circulação também são indícios.

Alterações nas unhas ou pelos das pernas

Mudanças nas unhas, como engrossamento ou descoloração, e diminuição do crescimento de pelos nas pernas podem indicar problemas vasculares.

Se você identificar qualquer um desses sinais ou sintomas, é importante agendar uma consulta com um angiologista para avaliação, diagnóstico e, se necessário, o início de um plano de tratamento adequado. 

O diagnóstico precoce e a gestão eficaz podem ajudar a prevenir complicações mais graves relacionadas ao sistema vascular.

Fatores de risco para problemas vasculares

Apesar dos sinais citados acima, o ideal é que pessoas com risco aumentado para problemas vasculares mantenham um acompanhamento preventivo regular, no sentido de descobrir precocemente possíveis alterações ou então para tratá-las logo no início, evitando seu agravamento.

Aqui estão alguns dos principais fatores de risco:

✅ Idade – O envelhecimento é um fator de risco comum para problemas vasculares, pois as paredes dos vasos sanguíneos podem perder elasticidade e se tornar mais propensas a danos.

✅ Gênero – Mulheres têm um risco ligeiramente maior de desenvolver varizes em comparação aos homens. Além disso, as mulheres podem enfrentar alterações vasculares durante a gravidez.

✅ Histórico familiar – A presença de problemas vasculares em parentes de primeiro grau, como pais ou irmãos, aumenta o risco de uma pessoa desenvolver condições semelhantes.

✅ Obesidade – O excesso de peso coloca uma carga adicional nos vasos sanguíneos e aumenta a probabilidade de desenvolver doenças vasculares, incluindo hipertensão arterial e aterosclerose.

✅ Tabagismo – O tabagismo é um fator de risco significativo para doenças vasculares. A nicotina e outras substâncias do tabaco podem danificar as paredes dos vasos sanguíneos.

✅ Hipertensão arterial – A pressão arterial elevada pode danificar as paredes dos vasos sanguíneos, tornando-os mais propensos a complicações.

✅ Diabetes mellitus – A diabetes pode danificar os vasos sanguíneos, aumentando o risco de doenças vasculares, especialmente nos membros inferiores.

✅ Gravidez – Mulheres grávidas têm um maior risco de desenvolver varizes devido ao aumento da pressão nas veias das pernas.

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