O que causa a trombose (e como evitar)?

De acordo com dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), a trombose está entre as doenças que mais afetam a saúde dos brasileiros.

Por ano, são cerca de 180 mil diagnósticos, especialmente entre o público feminino.

Mas você sabe o que é e o que causa a trombose? E como é possível evitar?

Para te ajudar a entender um pouco mais sobre esse problema circulatório, seus fatores de risco e como se prevenir, confira as informações deste artigo.

O que é a trombose?

A trombose é uma condição circulatória provocada pela obstrução – total ou parcial – do fluxo sanguíneo em um ou mais vasos sanguíneos (geralmente nas pernas), devido à presença de um coágulo de sangue, também chamado de trombo.

Por conta dessa redução (ou mesmo interrupção) do fluxo normal de sangue, podem surgir uma série de sintomas, como: inchaço, dor, vermelhidão, sensação de calor, rigidez da pele e, principalmente, uma maior visibilidade das veias, ocasionada pela dilatação das mesmas.

Além destes sintomas, a trombose ainda representa um risco à saúde dos pacientes, uma vez que há a possibilidade de que o coágulo sanguíneo se desprenda do local de origem, circule pelo corpo até se alojar em outras regiões, como no coração, pulmões e até mesmo no cérebro.

A doença ainda pode ser classificada em diferentes tipos, levando em conta o local onde ocorre no corpo. Os dois principais são:

  • Trombose Venosa: ocorre quando o coágulo se forma em uma veia; vasos que levam sangue de volta para o coração.
  • Trombose Arterial: quando a formação do trombo ocorre em uma artéria, vasos que levam oxigênio do coração para todo o corpo.

Vale destacar que ambos os tipos citados acima representam riscos semelhantes para a saúde, podendo ocasionar problemas mais graves, como embolia, necrose dos tecidos por falta de oxigenação e até mesmo um AVC.

A Covid-19 pode afetar diversas áreas da nossa saúde, mas que será que também pode provocar trombose? Saiba a resposta neste artigo.

O que causa a trombose? 

Logo abaixo você confere alguns dos principais fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da trombose, assim como, em cada um deles, cuidados recomendados do que se deve evitar. Acompanhe!

1. Fatores genéticos

Certos fatores genéticos ou mutações de origens hereditárias podem favorecer o desenvolvimento da trombose, como o fator V de Leiden, uma alteração herdada dos pais, que afeta um dos principais elementos reguladores do sistema responsável pela coagulação do sangue.

Se você possui histórico familiar de trombose, é altamente recomendado manter uma atenção redobrada quanto a essa questão, tanto no sentido de evitar situações que elevem os riscos quanto em manter um acompanhamento mais próximo com médico(a) angiologista.

2. Gravidez 

Uma gestação altera o funcionamento de vários sistemas do corpo, inclusive o circulatório.

Por conta do aumento da pressão provocada pela gravidez sobre os vasos – especialmente das pernas –, além do ganho de peso que é comum nesse período e da menor mobilidade da mulher, os riscos de trombose aumentam.

Esses riscos são maiores para as mulheres que já apresentavam essa tendência antes mesmo da gravidez.

3. Obesidade

Assim como o ganho de peso ocasionado pela gravidez contribui para a formação de coágulos, o ganho de peso não gestacional também traz riscos, sendo ainda pior por conta de outras complicações cardiovasculares relacionadas à obesidade.

O excesso de gordura corporal tem o efeito de comprimir os vasos sanguíneos, dificultando a circulação. Além disso, o sedentarismo – principal causa da obesidade – e a imobilidade também são importantes fatores de risco para eventos trombóticos, como veremos a seguir.

4. Sedentarismo e má alimentação 

A falta de atividade física pode tornar o processo de movimentação do sangue pelos vasos mais lento, o que contribui para uma maior retenção de líquido em certas áreas do corpo, especialmente nas pernas.

Ficar muito tempo sentado ou em uma mesma posição são algumas das ações que mais se deve evitar, já que isso reduz ainda mais a circulação.

Outro fator de risco que costuma acompanhar o sedentarismo é a má alimentação. A ingestão de alimentos gordurosos, processados e/ou embutidos pode contribuir para o desenvolvimento de problemas cardiovasculares, entre eles, a própria trombose.

Conheça outros fatores de risco para trombose e aprenda a evitá-los!

5. Tabagismo 

Além de contribuir para uma variedade de outros problemas de saúde, as substâncias nocivas do cigarro também interferem na chamada “cascata da coagulação”, ou seja, as interações bioquímicas do corpo que promovem a coagulação do sangue.

Por conta disso, há uma maior chance de desenvolvimento da doença.

6. Anticoncepcionais e terapias hormonais

Alguns tipos de pílulas anticoncepcionais, especialmente aquelas com uma maior concentração de estrogênio, podem contribuir para o desenvolvimento da trombose — uma vez que as mesmas têm efeito sobre a coagulação do sangue.

O mesmo vale para as terapias hormonais, muito usadas por mulheres na fase da menopausa.

Vale citar, no entanto, que  essas medicações podem ser usadas ainda assim, de acordo com a avaliação de risco feita pelo(a) profissional que acompanha a mulher, sendo tomados os devidos cuidados para minimizar possíveis riscos para eventos trombóticos.

Você conhece a relação entre pílulas anticoncepcionais e trombose? Neste artigo a gente te explica!

Trombose: a importância do acompanhamento médico

Esperamos que esse artigo tenha te ajudado a entender melhor o que causa a trombose e como você pode evitá-la.

Como você viu, a trombose é uma doença silenciosa em seus estágios iniciais, mas que pode evoluir para quadros graves, inclusive com risco de morte.

Por conta disso, os cuidados preventivos e o acompanhamento médico – quando indicado – com o angiologista é fundamental.

Nesse sentido, considere a Clínica CLAF como sua opção de cuidados com sua saúde circulatória!

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