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Tratamento da obesidade: dieta, exercícios e cirurgias

Sempre que falamos em tratamento da obesidade, é importante entender a dimensão desse problema no nosso país.

A obesidade é uma doença mais comum do que se imagina. Os dados mais recentes da Pesquisa Nacional de Saúde, do IBGE, mostraram que uma em cada quatro pessoas com 18 anos ou mais no Brasil estava obesa, o que equivale a 41 milhões de pessoas.

Essa mesma pesquisa também mostrou que o excesso de peso atinge 60,3% da população brasileira, correspondendo a 96 milhões de pessoas.

A boa notícia é que a medicina tem avançado bastante na compreensão das causas da obesidade, e hoje há inúmeras formas de abordagens e tratamentos, que têm trazido resultados cada vez melhores aos pacientes.

O objetivo deste artigo é te mostrar alguns desses tratamentos. 

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1. Mudança de hábitos alimentares

Não é segredo que bons hábitos alimentares podem trazer diversos benefícios para a saúde. Inclusive, a reeducação alimentar é uma das bases de todo tratamento para controle e redução de peso, como o tratamento da obesidade.

De modo geral, é indicada uma rotina alimentar hipocalórica (menos calorias), mas balanceada, que leva em conta as atividades diárias do paciente para instituir uma quantidade calórica bem distribuída, contendo os nutrientes necessários para a manutenção da saúde do paciente. 

Para emagrecer não é necessário entrar em dietas muito restritivas, com baixíssimos níveis calóricos diários ou baseadas em apenas um tipo de alimento, como a dieta do abacaxi, dieta da proteína, entre outras. 

Na verdade, esse tipo de dieta costuma trazer mais danos que benefícios. Não geram uma perda de peso com qualidade (muita perda de massa muscular), são muito desgastantes e trazem deficiências nutricionais que favorecem o tal efeito sanfona.

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2. Dieta e Reeducação alimentar 

O termo dieta foi mal utilizado por tanto tempo, que muita gente o atribui a uma espécie de punição. Por isso, muitos nutricionistas preferem usar o termo reeducação alimentar. 

As diferenças entre esses dois princípios vão além de apenas uma mudança de nomenclatura. A reeducação alimentar busca criar e estabelecer novos hábitos alimentares, para serem seguidos no longo prazo, ajudando a manter os resultados obtidos.

Uma rotina alimentar pensada para você por um nutricionista ou nutrólogo, com o acompanhamento de um endocrinologista, não trará restrições absurdas, nem vai te impedir de comer sua comida preferida para sempre, muito menos te colocar para comer apenas alface.

Além disso, seu novo plano alimentar levará em conta suas preferências, suas possibilidades, seu metabolismo e outras questões hormonais que podem interferir no processo de manutenção de peso.

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3. Exercícios físicos 

A prática regular de exercícios físicos também é uma das bases no tratamento da obesidade e será uma grande aliada da reeducação alimentar, já que além do gasto calórico, a atividade física também acelera o metabolismo. 

A Organização Mundial de Saúde aponta que 150 minutos semanais de atividade física já é suficiente para trazer benefícios. O que não é muito, se você pensar que se trata de 30 minutinhos por dia, 5 vezes por semana. 

Porém, assim como a rotina alimentar, a melhor rotina de exercícios físicos é aquela que cabe no seu dia a dia. Você pode começar devagar, separando um tempinho do seu dia para fazer uma caminhada ao redor da sua quadra ou preferir usar as escadas, em vez do  elevador. 

O acompanhamento profissional também é importante nessa etapa.

Antes de iniciar qualquer atividade física, consulte seu médico. Ele pode te ajudar a definir as atividades mais seguras para você neste momento. Além disso, procure a orientação de um profissional de educação física para garantir mais segurança e efetividade com os exercícios.

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4. Medicamentos

O uso de medicamentos, de modo geral, é indicado para pacientes que não estão tendo os resultados esperados com as mudanças alimentares e a rotina de exercícios.

Nesses casos, os medicamentos também podem ser utilizados para tratar a obesidade, visando promover uma perda de peso mais rápida, o que pode ser necessário no caso de graus de obesidade mais avançados (II e III) ou pelo risco de outras doenças. 

No Brasil, alguns medicamentos autorizados para a redução de peso são a sibutramina (causa sensação de saciedade), a liraglutida (também usado no diabetes) e o orlistate (age na absorção de gordura pelo organismo).

É importante frisar que essas medicações podem trazer efeitos adversos e devem ser usadas somente com prescrição médica, geralmente do endocrinologista.

5. Cirurgias bariátricas 

De maneira geral, a recomendação de cirurgias bariátricas é feita com cautela, sendo indicada apenas em casos mais específicos, se houver falha das outras medidas citadas anteriormente. Ou em casos de risco elevado à vida do paciente.

Segundo o Conselho Federal de Medicina, através da norma 2.131/15, o procedimento é indicado para pacientes com IMC acima de 35 kg/m2 (obesidade II), que não tenham alcançado os objetivos com o tratamento clínico (dieta, exercícios e medicamentos) nos últimos 2 anos e tenham doenças associadas

Existem diversas modalidades de cirurgias bariátricas (banda gástrica ajustável, duodenal switch e gastrectomia vertical), porém a mais conhecida e realizada atualmente no Brasil é o bypass gástrico.

Em relação ao bypass gástrico, trata-se de um procedimento realizado em 75% dos casos, sendo feita uma redução no tamanho do estômago, por meio do “grampeamento” de uma parte do órgão, que passa a não receber mais alimentos. 

O desvio provocado no intestino também irá agir na produção dos hormônios de saciedade, ajudando na manutenção geral do procedimento.

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Antidepressivos fazem parte do tratamento da obesidade? 

A obesidade pode trazer efeitos que vão além da parte física: o estigma social associado ao ganho de peso é muito conhecido, doloroso e, às vezes, difícil de lidar sem acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

Sintomas como ansiedade e depressão podem levar o paciente a ter dificuldade para seguir o tratamento, desencadeando episódios de compulsão alimentar ou mesmo falta de ânimo para realizar as mudanças necessárias.

Nesses casos, o psiquiatra pode recomendar o uso de medicamentos antidepressivos para ajudar o paciente a atravessar melhor esse momento.

Caso seja seu caso (ou de alguém próximo), o melhor caminho é buscar acompanhamento profissional, o que é importante mesmo se estiver tudo bem. Os quadros de obesidade costumam gerar frustração, baixa autoestima, ansiedade e até depressão.

Contar com ajuda profissional pode fazer a diferença para que você não desista no meio do caminho.

Tratar a obesidade não deve ser uma tarefa solitária

Conseguir um peso adequado e uma vida mais saudável é uma decisão diária e você não precisa fazê-la sozinho.

Para tratar a obesidade é preciso ajuda profissional, pois vários fatores contribuem para o quadro, como questões emocionais, hormonais e até genéticas.

Dentre os profissionais que podem ser envolvidos no tratamento, estão: endocrinologista, nutricionista, cardiologista e psicólogo. Para iniciar, recomendamos que você comece com uma consulta com o endocrinologista, para que ele possa solicitar todos os exames necessários e te conduzir a outros especialistas.

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A CLAF possui um time de endocrinologistas especializado no tratamento de obesidade, pronto para te indicar o melhor tratamento. Conte conosco para cuidar da sua saúde!


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