Coceira vaginal (coceira no monte de venus)

A coceira vaginal (ou coceira no monte de vênus) é um dos sintomas mais frequentes para diversas condições de saúde que podem afetar a região íntima feminina.

Apesar de geralmente esse tipo de sintoma não estar associado a nenhuma condição mais grave, a localização em si já faz com que seja algo bastante incômodo e, muitas vezes, embaraçoso para algumas mulheres.

Caso você esteja apresentando (ou costume apresentar) esse sintoma, você não está sozinha. Isso é mais comum do que você imagina.

Acompanhe o artigo para descobrir quais são as possíveis causas da coceira vaginal e as melhores formas de prevenir ou tratar.

Vale lembrar que as dicas deste artigo visam somente apontar possíveis causas. Caso os sintomas persistam, o ideal é que você procure logo um ginecologista, combinado?

Tipos de coceira vaginal

O primeiro passo para identificar a origem da coceira é perceber algumas de suas características. Já de primeira, já podemos dividir em dois grupos: coceira externa e coceira interna.  

1. Coceira externa (coceira no monte de vênus)

Trata-se dos casos em que a coceira está localizada na região da vulva, isto é: os grandes e pequenos lábios, a região pubiana (ou monte de vênus), o clitóris e a abertura do canal vaginal. 

A coceira restrita apenas a essa parte geralmente costuma estar associada a reações alérgicas causadas por tecidos sintéticos ou substâncias irritantes

2. Coceira interna

É a coceira localizada no canal vaginal em si e se caracteriza justamente por ser mais difícil de acessar e, assim, também mais difícil de tratar. 

Esse tipo de coceira é a mais frequentemente associada a infecções por fungos e bactérias. Também representa uma suspeita maior para a possibilidade de algum tipo de infecção sexualmente transmissível (IST). 

O que causa coceira vaginal?

A região íntima feminina é uma área naturalmente sensível, regida por uma flora bacteriana e um pH que precisam estar em condições ideais. No entanto, quando esses fatores são alterados por alguma razão, isso pode provocar uma série de sintomas, entre eles as temidas coceiras.

O segundo passo para identificar o motivo da coceira é tentar relacioná-la a outros possíveis sintomas. A seguir, listamos algumas das causas mais comuns para a coceira vaginal, para te ajudar a identificar a sua.

1. Alergia 

A região íntima feminina é bastante sensível, sendo muito importante tomar cuidado com o tipo de roupas íntimas que você usa ou com os produtos e substâncias que você aplica na região.

Coceira vaginal (coceira no monte de venus)

No seu dia a dia, dê preferência para roupas íntimas feitas com tecidos naturais e sem tingimento, principalmente as de algodão. A gente sabe que as lingeries sintéticas costumam ser as mais atraentes, mas deixe para usá-las estrategicamente nas horas certas.

Outra possível causa de alergias é o uso de perfumes e sabonetes íntimos não apropriados. A recomendação para o uso de qualquer produto na região íntima é de que eles sejam o mais neutros possível, de preferência sem odor. 

Sintomas comuns

O principal sintoma das causas alérgicas é a coceira nas regiões mais externas da genitália feminina.

Outra característica é que esse tipo de coceira costuma passar em algumas horas ou dias após ser retirado o fator irritante. Em alguns casos de irritações mais intensas, é possível notar também uma certa vermelhidão e inchaço no local.

Aqui vale uma dica importante: por mais incômodo que seja o sintoma, evite se coçar. Em processos alérgicos, o corpo produz a substância antiinflamatória histamina, mas essa substância estimula a coceira. Quanto mais você coça, mais produz histamina.

Em vez disso, o ideal é identificar a causa e tratá-la.

Leia também: Sabonete íntimo é realmente necessário? Como escolher?

2. Como saber se é cândida ou infecção urinária?

Tipos de coceira vaginal

A candidíase é uma doença muito comum, que afeta 3 em cada 4 mulheres em algum momento da vida. Ela é causada pela reprodução descontrolada de um fungo que já existe naturalmente na flora bacteriana vaginal: o Candida albicans

Apesar de poder sim ser transmitida por contato sexual, a candidíase não é considerada uma infecção sexualmente transmissível, já que é possível apresentá-la mesmo sem qualquer contato íntimo com outra pessoa. 

As principais causas para a ocorrência da candidíase são situações que causem desequilíbrio direto ou indireto na flora vaginal, como usar roupas muito justas, que não deixam a pele respirar; calcinhas de tecidos sintéticos; dietas ricas em carboidratos e açúcares simples; e baixa imunidade.

Leia também: HPV: sintomas, tratamentos e como prevenir

Sintomas comuns

Coceira (tanto externa quanto interna), inchaço, vermelhidão, corrimento esbranquiçado, dores ao urinar e/ou durante relações sexuais.

3. ISTs – Infecções sexualmente transmissíveis

Como o próprio diz, são as doenças transmitidas pelo contato sexual direto ou indireto com outra pessoa.

A lista de doenças é longa, e muitas delas têm como sintoma as famosas coceiras vaginais. Entre as mais comuns, podemos citar:

  • HPV (papilomavírus humano);
  • clamídia;
  • gonorreia;
  • herpes genital.

A coceira na região genital ainda pode estar associada a outros tipos de doenças como vaginoses bacterianas e desequilíbrios de PH. 

Leia também: Como escolher um ginecologista?

Evite a coceira na vagina

Alguns cuidados podem ajudar a diminuir ou mesmo prevenir a irritação na região íntima. Os mais comuns são: 

  • Manter a área íntima sempre seca e arejada.
  • Preferir roupas íntimas de tecidos naturais, como o algodão.
  • Higienizar a parte externa da região íntima com sabonetes de pH neutro.
  • Evitar o consumo exagerado de doces e massas brancas.
  • Ficar atenta aos métodos de depilação que você realiza. 
Coceira vaginal (coceira no monte de venus)

Além dessas recomendações, também existem algumas opções caseiras que você pode tentar para aliviar os sintomas, como os banhos de assento com substâncias como camomila, bicarbonato de sódio, vinagre de maçã

Leia mais: 7 dicas de saúde para a mulher moderna

A importância do seu ginecologista em Brasília-DF

Ao longo deste artigo, você pôde conferir diversas orientações e dicas que, em muitos casos, podem sim ser bastante eficazes para prevenir ou resolver os tipos de coceiras mais comuns, especialmente as de origem alérgica.

No entanto, é importante lembrar que nenhuma receita ou diagnóstico caseiro substitui a avaliação de um ginecologista. A coceira é uma evidência de que algo não está certo e, caso os sintomas não se resolvam em alguns dias, a queixa deve ser investigada. 

Estar em dia com suas consultas ginecológicas vai garantir que você fique mais tranquila em relação a qualquer mudança que possa acontecer no seu corpo. Por isso, não pule suas consultas anuais e fique atenta aos sinais do seu corpo. 

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