Remédios para emagrecer: como eles funcionam?

Os remédios para emagrecer fazem parte dos recursos disponíveis para ajudar pessoas em busca de uma vida melhor, tanto do ponto de vista da saúde quanto da satisfação com o próprio corpo.

Porém, esse tipo de medicação exige cuidados, já que podem oferecer diversos riscos à saúde, que vão de efeitos colaterais ao risco de dependência.

Para te ajudar a entender melhor esse assunto, a seguir a Clínica CLAF mostra o que de mais importante você precisa saber sobre remédios para emagrecer e como eles funcionam.

Boa leitura!

Remédios para emagrecer: como eles funcionam

Existem diferentes classes de medicamentos para emagrecer, que agem de maneiras distintas para trazer o resultado desejado – a perda de gordura corporal. Confira, a seguir algumas dessas classes de remédios:

Inibidores de apetite

Esses medicamentos atuam no sistema nervoso central, alterando os níveis de neurotransmissores responsáveis pela regulação do apetite. Eles podem ajudar a reduzir a sensação de fome e, consequentemente, a ingestão de alimentos.

Medicamentos que interferem na absorção de gordura

Alguns medicamentos impedem que o corpo absorva uma certa quantidade de gordura dos alimentos ingeridos. Isso pode reduzir a quantidade de calorias consumidas e, eventualmente, levar à perda de peso.

Aumento do metabolismo

Certos remédios para emagrecer podem aumentar a taxa metabólica do corpo, o que significa que você queima mais calorias em repouso. Isso pode resultar em uma perda de peso mais rápida, desde que o consumo de calorias seja menor que a quantidade que você queima.

Modificação do comportamento alimentar

Alguns medicamentos para emagrecer podem afetar os padrões de comportamento alimentar, ajudando as pessoas a fazerem escolhas mais saudáveis ou a reduzirem a compulsão por comida.

É importante ressaltar que os medicamentos para emagrecer são geralmente prescritos em conjunto com mudanças no estilo de vida, como dieta saudável e aumento da atividade física. Eles não são uma solução milagrosa e funcionam melhor quando combinados com essas mudanças de hábitos.

Veja também – Qual o papel do endocrinologista no tratamento da obesidade

Quais os riscos dessas medicações

O uso de medicamentos para emagrecer pode estar associado a vários riscos para a saúde. É importante que qualquer pessoa que esteja considerando o uso desses medicamentos esteja ciente dos possíveis efeitos adversos e tome as precauções necessárias. Alguns dos riscos incluem:

Efeitos colaterais

Como mencionado, os medicamentos para emagrecer podem causar uma variedade de efeitos colaterais, que podem incluir aumento da pressão arterial, taquicardia, insônia, boca seca, diarreia, constipação, entre outros. 

Estes efeitos podem variar, dependendo do tipo de medicamento e da sensibilidade individual de cada pessoa.

Potencial de dependência e abuso

Alguns medicamentos para emagrecer têm potencial para causar dependência ou serem usados de forma abusiva. Isso pode levar a problemas de saúde mental e física, bem como a um ciclo vicioso de uso e retirada do medicamento.

Interações medicamentosas

Remédios para emagrecer podem interagir com outros medicamentos que uma pessoa esteja tomando, o que pode resultar em efeitos colaterais adversos ou redução da eficácia de ambos os medicamentos.

Riscos para certas condições médicas

Algumas condições médicas pré-existentes podem tornar o uso de medicamentos para emagrecer mais arriscado. Por exemplo, pessoas com histórico de doenças cardiovasculares, hipertensão, distúrbios alimentares, problemas de tireoide, diabetes, entre outras condições, podem ter um risco aumentado de complicações com o uso desses medicamentos.

Rebote de peso

Quando os medicamentos para emagrecer são interrompidos, algumas pessoas podem experimentar um ganho de peso significativo, especialmente se não houve mudanças concretas no estilo de vida; o famoso “efeito sanfona”.

O que fazer para minimizar esses riscos

Para controlar os riscos envolvidos no uso de medicamentos para emagrecer, é fundamental que as pessoas interessadas em utilizar esse tipo de remédio busquem orientação médica adequada. 

Um(a) endocrinologista, por exemplo, pode avaliar a adequação do uso desses medicamentos com base no histórico médico completo de cada paciente, incluindo seu histórico de saúde, condições médicas pré-existentes, medicações em uso e estilo de vida. 

Além disso, esses profissionais podem monitorar de perto os efeitos colaterais e ajustar o tratamento conforme necessário.

É importante enfatizar que os medicamentos para emagrecer devem ser vistos como parte de uma abordagem abrangente para perda de peso, que inclui dieta saudável, atividade física regular e mudanças de comportamento. 

Eles não devem ser vistos como uma solução rápida ou única para perda de peso, mas sim como uma ferramenta que pode ser utilizada com cautela e sob supervisão médica adequada.

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Se você (ou alguém próximo) está lutando contra a obesidade ou o sobrepeso e precisa de orientação especializada, conte com a Clínica CLAF. Dispomos de endocrinologistas  experientes e atenciosos, que farão a correta avaliação e tratamento do seu quadro.

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Transtorno alimentar: o que é, sintomas e como diagnosticar?

Quando se fala em transtorno alimentar, geralmente o termo é usado no plural (transtornos alimentares), já que se trata de uma série de condições específicas, que geram sintomas e comportamentos diferentes, mas todas elas tendo como base uma relação complexa com os alimentos.

Neste conteúdo, você vai saber o que são transtornos alimentares, como identificar um quadro desse tipo e os melhores tratamentos.

O que é um transtorno alimentar?

Transtornos alimentares são condições psiquiátricas que afetam a relação de uma pessoa com a comida, com seu peso corporal e com sua própria imagem. Possui, inclusive, código estabelecido de doença pelo CID 10 (F50 – Transtornos da alimentação).

Essas condições podem levar a comportamentos alimentares extremos e prejudiciais à saúde física e mental. Os transtornos alimentares são caracterizados por uma preocupação excessiva com o peso e a aparência, o que pode resultar em restrição alimentar severa, episódios de compulsão alimentar, evacuação ou vômito provocados, exercícios excessivos e uma visão distorcida do próprio corpo.

Existem vários tipos de transtornos alimentares, com características distintas, incluindo:

Anorexia nervosa

Pessoas com anorexia nervosa têm um medo intenso de ganhar peso e, consequentemente, restringem drasticamente a ingestão de alimentos, muitas vezes levando à inanição. Isso resulta em uma perda de peso extrema, que é mantida mesmo quando a pessoa está significativamente abaixo do peso saudável. A anorexia nervosa também é caracterizada por uma preocupação obsessiva com a comida, imagem corporal e uma negação da gravidade do problema.

Bulimia nervosa

A bulimia nervosa envolve episódios recorrentes de compulsão alimentar, nos quais a pessoa consome uma quantidade excessiva de alimentos em um curto período de tempo, seguidos por comportamentos de purgação, como vômitos, uso excessivo de laxantes ou exercícios excessivos. Pessoas com bulimia nervosa frequentemente têm um peso corporal dentro da faixa normal, o que torna a condição menos visível externamente do que a anorexia.

Transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP)

O TCAP é caracterizado por episódios de compulsão alimentar, sem os comportamentos de purgação comuns na bulimia. As pessoas com TCAP comem em excesso de forma descontrolada, muitas vezes em resposta a emoções negativas, mas não tentam compensar os episódios de compulsão alimentar com comportamentos de purgação.

Transtorno da alimentação seletiva

Este transtorno envolve a restrição severa da variedade de alimentos ingeridos. Pessoas com transtorno da alimentação seletiva têm preferências alimentares extremamente limitadas, o que pode afetar sua nutrição e saúde.

Transtorno da imagem corporal

Embora não seja um transtorno alimentar em si, o transtorno da imagem corporal envolve uma preocupação excessiva e dismórfica com a aparência física, o que pode levar a comportamentos alimentares prejudiciais.

Os transtornos alimentares podem ter sérias consequências para a saúde física e mental, incluindo desnutrição, problemas cardíacos, desequilíbrios eletrolíticos (sódio, potássio, magnésio), depressão, ansiedade e até mesmo risco à vida. 

>>> Veja também – Tratamento da obesidade: como funciona o medicamento GLP-1

Quais os sintomas? Como perceber?

Identificar um transtorno alimentar pode ser desafiador, uma vez que muitos indivíduos que sofrem com essas condições podem tentar esconder seus comportamentos e sentimentos relacionados à comida e ao corpo. 

No entanto, existem vários sinais de alerta que podem indicar a presença de um transtorno alimentar. É importante observar esses sinais em si mesmo ou em alguém que você conhece e, se houver preocupações, procurar ajuda profissional. 

Alguns dos sinais de transtorno alimentar incluem:

✅ Mudanças significativas no peso corporal: Perda de peso acentuada, ganho de peso rápido ou flutuações frequentes no peso sem uma explicação médica.

✅ Preocupação excessiva com a comida, peso e dieta: Uma atenção constante à contagem de calorias, evitação de grupos de alimentos específicos, discussões constantes sobre dietas e alimentação.

✅ Comportamentos alimentares restritivos: Evitar grupos de alimentos inteiros, restringir severamente a ingestão calórica, pular refeições com frequência.

✅ Comer em segredo: Esconder ou disfarçar os hábitos alimentares, comer em segredo quando ninguém está por perto.

✅ Comer rápido demais: Comer em grande quantidade em um curto período de tempo, frequentemente seguido por sentimentos de culpa ou vergonha.

✅ Comportamentos de purgação: Induzir o vômito após as refeições, uso excessivo de laxantes ou diuréticos.

✅ Exercícios físicos: realizar atividades físicas de forma excessiva, como meio de compensar a ingestão de alimentos.

✅ Alterações na aparência física: Cabelos quebradiços, pele seca, unhas quebradiças, edema (inchaço), desidratação ou palidez extrema.

✅ Mudanças de comportamento: Isolamento social, mudanças no nível de energia, irritabilidade, depressão, ansiedade ou comportamento obsessivo em relação à comida e ao corpo.

✅ Preocupação excessiva com a própria imagem: Uma visão distorcida do próprio corpo, incluindo a crença de que está acima do peso, mesmo quando a perda de peso é evidente.

✅ Mudanças menstruais: Perda da menstruação (amenorreia) em mulheres que não estão grávidas, devido a desequilíbrios hormonais causados pela restrição alimentar.

✅ Evitar situações sociais: Evitar festas, refeições em família ou encontros sociais que envolvam comida.

É importante lembrar que a presença de um ou mais desses sinais não necessariamente indica um transtorno alimentar, mas pode ser um indicativo de preocupações relacionadas à alimentação e à imagem corporal. 

Se você (ou alguém próximo) estiver apresentando vários desses sinais, é fundamental procurar a ajuda de um profissional de saúde mental ou um especialista em transtornos alimentares. Quanto mais cedo um transtorno alimentar for identificado e tratado, melhor é a perspectiva de recuperação.

>>> Veja também – 5 consequências da obesidade!

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico de transtornos alimentares é geralmente feito por psiquiatras, psicólogos, psiquiatras infantis, endocrinologistas, terapeutas de distúrbios alimentares e médicos especializados em distúrbios alimentares. O processo de diagnóstico envolve uma avaliação cuidadosa que considera vários aspectos, incluindo:

Entrevista clínica

O profissional de saúde realizará uma entrevista clínica detalhada para obter informações sobre os sintomas, comportamentos alimentares, história médica, histórico de tratamentos, história familiar e quaisquer outros fatores relevantes.

Avaliação física

Um médico pode realizar exame físico para avaliar questões como peso, pressão arterial, estado nutricional e quaisquer problemas de saúde relacionados ao transtorno alimentar, como desidratação, desequilíbrios eletrolíticos ou complicações físicas.

Avaliação psicológica

Um profissional de saúde mental pode conduzir uma avaliação psicológica para avaliar questões emocionais e mentais relacionadas ao transtorno alimentar, como depressão, ansiedade e distorção da imagem corporal.

Testes laboratoriais

Em alguns casos, podem ser realizados testes laboratoriais, como exames de sangue, para avaliar o estado nutricional, os desequilíbrios eletrolíticos e outras complicações médicas associadas aos transtornos alimentares.

Avaliação da imagem corporal

A avaliação da percepção da imagem corporal é importante, pois muitas pessoas com transtornos alimentares têm uma visão distorcida de seus corpos.

Diário alimentar

Manter um diário alimentar pode ajudar a documentar os padrões alimentares e identificar comportamentos alimentares problemáticos.

Avaliação do histórico familiar

A história familiar de transtornos alimentares e outros problemas de saúde mental pode ser relevante para o diagnóstico.

É importante lembrar que o diagnóstico de um transtorno alimentar pode ser complexo, uma vez que muitas vezes esses distúrbios coexistem com outras condições psiquiátricas, como depressão, ansiedade ou transtornos de personalidade. Além disso, algumas pessoas podem negar a gravidade de seus problemas alimentares.

O diagnóstico específico de um transtorno alimentar, como anorexia nervosa, bulimia nervosa, transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP) ou outros, é baseado em critérios diagnósticos estabelecidos em manuais de diagnóstico, como o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais). 

Existe tratamento para transtorno alimentar?

O tratamento de transtornos alimentares envolve uma abordagem multidisciplinar, que visa melhorar a saúde física e mental da pessoa afetada, bem como promover uma relação saudável com a comida e o corpo. 

Os principais tratamentos para transtornos alimentares incluem:

Psicoterapia

A terapia é um componente fundamental no tratamento de transtornos alimentares. Terapeutas especializados em transtornos alimentares, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), terapia interpessoal e terapia familiar, são frequentemente utilizados para ajudar a pessoa a entender as causas subjacentes de seu transtorno alimentar, identificar comportamentos disfuncionais relacionados à alimentação e ao corpo e desenvolver estratégias para mudar esses comportamentos.

Nutrição e aconselhamento alimentar

Um nutricionista especializado em transtornos alimentares pode desempenhar um papel crucial no tratamento, ajudando a pessoa a estabelecer um relacionamento saudável com a comida. Eles podem desenvolver planos alimentares equilibrados, educar sobre nutrição e apoiar a recuperação nutricional.

Acompanhamento médico

Um médico – muitas vezes um psiquiatra ou um médico especializado em transtornos alimentares – pode monitorar a saúde física da pessoa, diagnosticar e tratar complicações médicas associadas ao transtorno alimentar e, se necessário, prescrever medicações para tratar sintomas como depressão, ansiedade ou obsessões relacionadas à alimentação e ao corpo.

Apoio familiar

O envolvimento da família pode ser benéfico no tratamento de transtornos alimentares, especialmente em casos de adolescentes e jovens. Terapias familiares, como a terapia familiar baseada em evidências (FBT), podem ser eficazes.

Grupos de apoio

Participar de grupos de apoio ou ter contato com outras pessoas que estão passando por experiências semelhantes pode fornecer apoio emocional e compartilhar estratégias de enfrentamento.

Tratamento de comorbidades

Muitas pessoas com transtornos alimentares também apresentam comorbidades, como depressão, ansiedade ou transtornos de humor. O tratamento dessas condições subjacentes é parte integrante do tratamento global.

Hospitalização ou tratamento residencial

Em casos de risco iminente para a vida devido a desnutrição grave, distúrbios graves de eletrólitos ou outros problemas médicos, pode ser necessária a hospitalização ou tratamento residencial para estabilização.

Prevenção de recaídas

A prevenção de recaídas é uma parte importante do tratamento, com foco na manutenção dos ganhos obtidos durante a recuperação.

É importante notar que o tratamento de transtornos alimentares é individualizado e adaptado às necessidades específicas de cada pessoa. A duração do tratamento varia de acordo com a gravidade do transtorno e a resposta ao tratamento. 

A recuperação de um transtorno alimentar pode ser um processo longo e desafiador, mas com apoio adequado, muitas pessoas conseguem alcançar uma vida saudável e equilibrada. É fundamental procurar ajuda profissional o mais cedo possível, pois a detecção precoce e o tratamento adequado aumentam significativamente as chances de recuperação.

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Se você (ou alguém próximo) tem tido sintomas sugestivos de um transtorno alimentar, saiba que buscar ajuda profissional o quanto antes fará toda diferença.

Nesse sentido, considere a Clínica CLAF como sua melhor opção. Dispomos de endocrinologistas experientes e atenciosos, que farão a avaliação do seu quadro.

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Qual o papel do endocrinologista no tratamento da obesidade?

Segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), do Ministério da Saúde, 31% dos brasileiros apresentam sobrepeso, enquanto 20% estão com obesidade grau 1, e 7,7% já chegaram à obesidade grau 2.

Já é sabido que a obesidade e o sobrepeso elevam os riscos de vários problemas de saúde, desde diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, como derrame e infarto.

Contar com ajuda profissional faz toda diferença tanto para evitar quanto para tratar o excesso de peso. Por isso, neste conteúdo a gente te mostra qual o papel do endocrinologista no tratamento da obesidade e tudo o que esse(a) profissional pode fazer por você. Acompanhe!

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Afinal, o que faz um endocrinologista?

Um(a) endocrinologista é um(a) médico(a) especializado(a) na área da endocrinologia, que é a disciplina médica que se concentra no sistema endócrino e nas glândulas endócrinas do corpo. 

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🚨 O sistema endócrino é responsável pela produção e regulação de hormônios –– substâncias químicas que desempenham um papel fundamental na regulação de várias funções do corpo.

Para se tornar um endocrinologista, é preciso passar por um extenso treinamento médico, composto de 6 anos de graduação em medicina, 2 anos  de residência em clínica médica e mais 2 a 3 anos de especialização em endocrinologia, que envolve o estudo das glândulas endócrinas, dos hormônios que elas produzem e do tratamento de distúrbios relacionados a essas glândulas. 

Em resumo, o papel de um endocrinologista é essencial para diagnosticar, tratar e gerenciar condições relacionadas ao sistema endócrino, ajudando os pacientes a manter um equilíbrio hormonal saudável e melhorar sua qualidade de vida.

Entre as suas principais responsabilidades, estão:

Gerenciamento de diabetes

O tratamento e controle do diabetes é uma parte significativa da prática de um endocrinologista. Eles ajudam os pacientes a controlar os níveis de glicose no sangue por meio de medicamentos, insulina, planos de dieta e estilo de vida.

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Avaliação hormonal

Endocrinologistas avaliam os níveis de hormônios no corpo e diagnosticam desequilíbrios hormonais, como deficiência ou excesso de hormônios. Isso pode incluir hormônios sexuais, hormônios da tireoide, hormônios do crescimento, hormônios da glândula pituitária, entre outros.

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Diagnóstico e tratamento de distúrbios endócrinos

Endocrinologistas diagnosticam e tratam uma ampla variedade de condições médicas relacionadas ao sistema endócrino. Isso pode incluir doenças como diabetes, distúrbios da tireoide (como hipotireoidismo e hipertireoidismo), síndrome dos ovários policísticos, distúrbios da glândula adrenal, distúrbios do crescimento, osteoporose, entre outros.

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Tratamento de problemas de fertilidade

Endocrinologistas podem ajudar casais que estão enfrentando problemas de fertilidade relacionados a distúrbios endócrinos, como a síndrome dos ovários policísticos.

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Monitoramento em longo prazo

Pacientes com distúrbios endócrinos geralmente requerem acompanhamento de longo prazo para garantir que seus tratamentos estejam sendo eficazes e para ajustar o tratamento conforme necessário.

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Pesquisa e atualização

Endocrinologistas frequentemente estão envolvidos em pesquisa médica e se mantêm atualizados sobre os avanços na área da endocrinologia para fornecer o melhor tratamento possível aos pacientes.

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>>> Veja também – Dicas para comer melhor (mesmo nas férias)

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Qual o papel do endocrinologista no tratamento da obesidade

O endocrinologista desempenha um papel importante no tratamento da obesidade, uma vez que a obesidade muitas vezes está associada a desequilíbrios hormonais e problemas metabólicos que podem afetar a regulação do peso. 

Aqui estão algumas das maneiras pelas quais um endocrinologista pode contribuir no tratamento da obesidade:

Avaliação e diagnóstico

O endocrinologista começa avaliando o paciente para determinar a causa subjacente da obesidade. Isso pode envolver testes para identificar desequilíbrios hormonais, como resistência à insulina, síndrome dos ovários policísticos (SOP), hipotireoidismo ou outras condições endócrinas que podem contribuir para o ganho de peso.

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Desenvolvimento de um plano de tratamento personalizado

Com base na avaliação inicial, o endocrinologista trabalha com o paciente para criar um plano de tratamento individualizado. Isso pode incluir mudanças na dieta, aumento da atividade física, uso de medicamentos para tratar condições subjacentes e, em alguns casos, consideração de cirurgia bariátrica.

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Monitoramento a longo prazo

O endocrinologista monitora o progresso do paciente ao longo do tempo, ajustando o plano de tratamento conforme necessário. Isso pode envolver a otimização de medicamentos, a adaptação da dieta ou a revisão do plano de exercícios.

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Tratamento de condições subjacentes

Além de tratar a obesidade em si, o endocrinologista também aborda e trata quaisquer condições endócrinas subjacentes que possam estar contribuindo para o ganho de peso. Por exemplo, se a resistência à insulina for um problema, o endocrinologista pode prescrever medicamentos para melhorar a sensibilidade à insulina.

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Gestão do risco de complicações

A obesidade está associada a uma série de riscos para a saúde, como diabetes tipo 2, doenças cardíacas, pressão alta e apneia do sono. O endocrinologista ajuda a gerenciar e reduzir esses riscos, frequentemente trabalhando em colaboração com outros especialistas de saúde, como cardiologistas, nutricionistas e psicólogos.

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Aconselhamento e suporte

Além do aspecto médico, os endocrinologistas também podem fornecer aconselhamento e apoio emocional aos pacientes que estão lutando contra a obesidade. Eles podem ajudar os pacientes a desenvolver estratégias para lidar com os desafios psicológicos e emocionais associados à perda de peso e manutenção a longo prazo.

É importante notar que o tratamento da obesidade é frequentemente multifacetado e requer uma abordagem integrada. Os endocrinologistas desempenham um papel crucial na identificação e tratamento de problemas endócrinos que podem estar contribuindo para a obesidade, ajudando os pacientes a atingirem e manterem um peso saudável e reduzindo o risco de complicações relacionadas à obesidade.

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>>> Saiba mais – Tratamento da obesidade: como funciona o medicamento GLP-1

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O que mais posso fazer para emagrecer?

Além das medidas prescritas por um endocrinologista, existem várias ações que alguém pode adotar para controlar a obesidade e promover a perda de peso. Essas ações podem incluir:

Alimentação saudável

A escolha de alimentos nutritivos e balanceados desempenha um papel fundamental na perda de peso. É importante consumir uma variedade de alimentos ricos em nutrientes, como frutas, legumes, proteínas magras e grãos integrais. Evite alimentos processados, ricos em açúcares refinados e gorduras saturadas.

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Controle de porções

A moderação nas porções é essencial. Comer em porções menores pode ajudar a reduzir a ingestão calórica diária.

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Redução de calorias

Consumir menos calorias do que o corpo gasta é essencial para a perda de peso. Isso pode ser alcançado reduzindo a ingestão calórica diária e/ou aumentando a atividade física.

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Exercícios regulares

Incorporar atividade física regular é fundamental para queimar calorias, aumentar o metabolismo e promover a perda de peso. O exercício aeróbico e o treinamento de força são benéficos.

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Hidratação

Beber água é importante para a saúde e pode ajudar a controlar o apetite. Às vezes, a sede é confundida com a fome.

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Controle do estresse

O estresse crônico pode levar a escolhas alimentares inadequadas. Técnicas de gestão do estresse, como meditação e ioga, podem ajudar a controlar a obesidade.

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Sono adequado

A falta de sono está associada ao ganho de peso. Tente manter uma rotina de sono consistente e garantir que você durma o suficiente.

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Apoio psicológico

Muitas vezes, a obesidade está relacionada a questões emocionais e comportamentais. Terapia cognitivo-comportamental (TCC) e aconselhamento psicológico podem ser úteis para mudar padrões de pensamento e comportamento relacionados à comida.

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Acompanhamento médico regular

Além de consultar um endocrinologista, é importante fazer exames de saúde regulares para monitorar o progresso e garantir que a perda de peso seja segura e eficaz.

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Mudança de estilo de vida sustentável

A chave para o sucesso a longo prazo na perda de peso é a adoção de um estilo de vida saudável e sustentável. Dietas radicais ou extremas geralmente não são eficazes a longo prazo.

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Aplicativos e recursos de suporte

Muitos aplicativos e recursos online podem ajudar a monitorar a ingestão de alimentos, a atividade física e o progresso na perda de peso.

Lembrando que cada pessoa é única, e o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. Portanto, é importante trabalhar com um profissional de saúde, como um endocrinologista, nutricionista e/ou treinador pessoal, para desenvolver um plano de perda de peso que seja adequado às necessidades individuais e à saúde geral. Além disso, a perda de peso bem-sucedida geralmente é um processo gradual e requer paciência e perseverança.

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Se você (ou alguém próximo) tem lutado contra a obesidade, saiba que buscar ajuda profissional fará toda diferença.

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Compulsão alimentar é uma doença? Como Controlar?

A compulsão alimentar tem sido um problema que afeta mais e mais pessoas, por diversas razões, trazendo impactos tanto físicos quanto emocionais.

Além de todo o preconceito envolvido com relação a essas pessoas, também existe muita desinformação sobre esse quadro.

Neste conteúdo, explicamos o que é a compulsão alimentar, quais as suas consequências  – físicas e emocionais – e ainda te mostramos as estratégias mais eficazes para controlar!

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Afinal, o que é uma compulsão alimentar?

A compulsão alimentar é um distúrbio alimentar caracterizado por episódios recorrentes e incontroláveis de ingestão excessiva de alimentos em um período de tempo relativamente curto. 

Durante esses episódios de compulsão alimentar, a pessoa consome uma quantidade bem maior de alimentos do que a maioria das pessoas consumiria nas mesmas circunstâncias e sente uma falta de controle sobre a ingestão alimentar durante o episódio.

A compulsão alimentar é um distúrbio que está relacionado a questões emocionais e psicológicas, e não é simplesmente o ato de comer muito em uma única refeição ou ocasião. Os episódios de compulsão alimentar geralmente são acompanhados por sentimentos de culpa, vergonha e remorso após o término do episódio. As pessoas que sofrem de compulsão alimentar podem usar a comida como uma forma de lidar com o estresse, a ansiedade, a depressão ou outros problemas emocionais, e esses episódios muitas vezes ocorrem como uma tentativa de aliviar esses sentimentos negativos.

Alguns dos sinais e sintomas associados à compulsão alimentar incluem:

✅ Ingestão excessiva de alimentos em um período de tempo limitado, geralmente em segredo.

✅ Sentimento de falta de controle sobre a alimentação durante os episódios de compulsão.

✅ Comer rapidamente, independentemente da sensação de fome.

✅ Sentimentos intensos de culpa, vergonha ou remorso após os episódios de compulsão.

✅ Ingestão de grandes quantidades de alimentos, mesmo quando não está fisicamente com fome.

✅ Evitar refeições regulares ou pular refeições em antecipação a episódios de compulsão.

✅ Preocupação constante com peso e forma corporal.

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É considerada uma doença?

Sim, a compulsão alimentar é considerada uma condição médica e um distúrbio alimentar reconhecido. Nos sistemas de classificação de doenças e distúrbios médicos, a compulsão alimentar é frequentemente diagnosticada como “Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica” (TCAP) ou “Binge Eating Disorder” (BED), em inglês. 

É importante destacar que se trata de uma condição médica distinta de outros distúrbios alimentares, como a bulimia e a anorexia.

O Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica é caracterizado por episódios recorrentes de compulsão alimentar, nos quais a pessoa consome grandes quantidades de comida em um curto período de tempo, acompanhados por sentimentos de falta de controle sobre a alimentação. Esses episódios são frequentemente acompanhados de sentimentos de culpa, vergonha e remorso após a ingestão excessiva de alimentos.

A compulsão alimentar é considerada uma doença devido aos seus impactos significativos na saúde física e emocional das pessoas afetadas e levar ao ganho de peso, obesidade e problemas de saúde relacionados, como diabetes tipo 2, doenças cardíacas e hipertensão

Além disso, a compulsão alimentar pode contribuir para distúrbios emocionais, como depressão e ansiedade.

A boa notícia é que a compulsão alimentar pode ser tratada, e existem abordagens terapêuticas eficazes, como a terapia cognitivo-comportamental, terapia nutricional e, em alguns casos, o uso de medicamentos. 

O tratamento é projetado para ajudar a pessoa a entender e lidar com os fatores emocionais ligados a essa compulsão e desenvolver estratégias saudáveis para gerenciar o comportamento alimentar.

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O que fazer para controlar?

Controlar a compulsão alimentar é um desafio, mas é possível com o tratamento adequado e algumas estratégias eficazes. Aqui estão algumas medidas que podem ajudar a controlar a compulsão alimentar:

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Buscar ajuda profissional

O primeiro passo é procurar ajuda de um profissional de saúde, como um psicólogo, psiquiatra, nutricionista ou terapeuta especializado em distúrbios alimentares. Um profissional pode realizar uma avaliação completa, diagnosticar a compulsão alimentar e desenvolver um plano de tratamento personalizado.

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Terapia cognitivo-comportamental (TCC)

A TCC é uma abordagem terapêutica comprovada para o tratamento da compulsão alimentar. Ajuda a identificar os pensamentos e comportamentos disfuncionais associados à alimentação compulsiva e a desenvolver estratégias para modificá-los.

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Terapia nutricional

Um nutricionista pode ajudar a estabelecer uma alimentação saudável e regular, que pode ajudar a prevenir episódios de compulsão alimentar. É importante aprender a ouvir os sinais de fome e saciedade do corpo.

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Autoconhecimento

Manter um diário alimentar e emocional pode ajudar a identificar padrões e gatilhos que desencadeiam a compulsão alimentar. Anotar o que você come, quando e como se sente emocionalmente antes e depois das refeições pode fornecer insights valiosos.

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Estabelecer rotinas

Manter uma rotina regular de refeições e lanches pode ajudar a prevenir a fome excessiva que pode levar à compulsão alimentar. Planejar refeições equilibradas e respeitar os horários das refeições é importante.

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Gerenciamento do estresse

Desenvolver estratégias eficazes para lidar com o estresse é fundamental, já que muitas pessoas recorrem à comida como uma forma de aliviar o estresse. A meditação, a ioga, a prática de atividades físicas e técnicas de relaxamento podem ser úteis.

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Apoio social

Compartilhar suas lutas com amigos, familiares ou grupos de apoio pode ser reconfortante e oferecer um sistema de suporte valioso. O apoio de entes queridos e a participação em grupos de apoio apropriados podem ser benéficos.

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Evitar restrições extremas

Evitar dietas rigorosas e restrições alimentares extremas pode ajudar a reduzir a sensação de privação, que muitas vezes leva à compulsão alimentar. Uma abordagem equilibrada e flexível à alimentação é geralmente mais eficaz.

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Medicação (em casos específicos)

Em alguns casos, um(a) médico(a) pode prescrever medicamentos, como inibidores seletivos da recaptação de serotonina, para ajudar no controle da compulsão alimentar. Esses medicamentos são geralmente utilizados em conjunto com a terapia.

Lembre-se de que a compulsão alimentar é uma condição complexa e o tratamento pode ser um processo contínuo. O acompanhamento regular com um profissional de saúde é importante para monitorar o progresso e fazer os ajustes necessários no plano de tratamento. 

Com apoio adequado, muitas pessoas conseguem controlar a compulsão alimentar e melhorar sua relação com a comida e a saúde geral.

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Se você (ou alguém próximo) tem lutado contra a compulsão alimentar, saiba que buscar ajuda profissional fará toda diferença.

Nesse sentido, considere a Clínica CLAF como sua melhor opção. Dispomos de endocrinologistas experientes e atenciosos que farão a avaliação do do seu quadro para recomendar a melhor opção.

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Tratamento da obesidade: como funciona o medicamento GLP-1

Com cada vez mais opções surgindo no mercado, os medicamentos à base de GLP-1 têm sido muito falados e usados por pessoas que buscam controle do diabetes tipo 2 e/ou redução de peso.

No entanto, esse assunto ainda gera muitas dúvidas nas pessoas, tanto em relação a como funcionam quanto em relação aos seus possíveis riscos e efeitos colaterais.

Neste artigo falaremos sobre como funciona o medicamento GLP-1, quais as opções disponíveis no mercado (e suas diferenças), bem como os possíveis riscos que eles podem trazer.

O que é e como funciona o medicamento GLP-1

O GLP-1 é um hormônio produzido naturalmente pelas células do nosso intestino quando nós comemos. Esse hormônio provoca uma série de reações em cadeia, que avisam para nosso cérebro que nós já comemos, o que leva à sensação de saciedade (redução da fome).

Esse processo também provoca liberação de insulina (pelo pâncreas), para que a glicose (açúcar) dos alimentos seja absorvida pelas células do nosso corpo e aproveitada pelo organismo, ao mesmo tempo que reduz a produção do hormônio glucagon, que tem efeito contrário à insulina, ou seja, aumentar os níveis de glicose no sangue quando estão baixos, como nos momentos de jejum ou após grande gasto de energia em atividades físicas. A insulina e o glucagon agem em conjunto para manter um equilíbrio nos níveis de insulina – mais próximos do normal – nos diferentes momentos do dia.

Por tudo isso, o medicamento GLP-1 tem sido visto como um grande aliado na perda de peso, já que reduz a vontade de comer, retarda o esvaziamento gástrico (tempo em que os alimentos ficam no estômago) e ainda tem todo esse efeito metabólico que ajuda a diminuir a gordura no fígado, a gordura visceral (gordura na barriga). 

Os medicamentos do tipo GLP-1 são frequentemente usados no tratamento do diabetes tipo 2, especialmente quando outros medicamentos para diabetes orais não são eficazes na redução dos níveis de glicose. Além disso, eles também podem ser indicados para pessoas com sobrepeso ou obesidade que desejam perder peso, já que têm o benefício adicional de auxiliar no controle do apetite.

🚨 É importante ressaltar que o uso de medicamentos GLP-1 deve ser prescrito e monitorado por um profissional de saúde, e nem todos os pacientes com diabetes ou excesso de peso são candidatos a esse tipo de tratamento. Cada pessoa é única, e a escolha do tratamento deve ser personalizada, com base nas necessidades e condições individuais. Além disso, como qualquer medicamento, os agonistas de GLP-1 podem ter efeitos colaterais, que devem ser discutidos com um médico.

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Quais os medicamentos à base de GLP-1 disponíveis no Brasil?

O GLP-1 é o hormônio que gera todos os efeitos listados acima e, a partir dele, foi desenvolvida uma série de medicamentos, que têm o mesmo funcionamento, mas com algumas diferenças. Aqui no Brasil, estão disponíveis as seguintes opções:

Medicamentos à base de liraglutida

Nesse grupo, podemos citar o Victoza e o Saxenda, administradas por meio de uma injeção subcutânea diária

Ambas têm a mesma ação, com a única diferença de que a caneta do Victoza permite dosagens menores, sendo mais indicada para tratar o diabetes tipo 2, enquanto que a do Saxenda permite dosagens maiores, sendo mais indicada para emagrecimento.

Medicamentos à base de dulaglutida

Disponível em uma única formulação (o Trulicity), a dulaglutida é administrada por meio de uma injeção subcutânea semanal, o que pode ser mais confortável do que as opções de uso diário.

Seu uso é indicado para tratar o diabetes tipo 2, não sendo recomendada para emagrecimento.

Medicamentos à base de semaglutida

Disponível em diferentes formulações, como o Ozempic, com dose mais baixa, indicada para tratar o diabetes tipo 2, e o Wegovy, em dose mais alta, sendo mais indicada para tratar a obesidade. Ambas têm indicação de serem usadas em injeção subcutânea semanal.

Mais recentemente, também foi lançado o Rybelsus, que é a única opção via oral desse tipo de medicamentos.

É importante observar que a escolha entre esses medicamentos depende das necessidades e condições individuais de cada paciente, bem como das recomendações de um profissional de saúde. 

Além disso, enquanto esses medicamentos podem ser eficazes para o emagrecimento em algumas pessoas, eles geralmente são prescritos como parte de um programa de gerenciamento de peso que inclui dieta e exercícios físicos

Sempre consulte um médico para discutir as opções de tratamento adequadas ao seu caso específico.

Quais os riscos desse tipo de medicação?

As medicações à base de GLP-1 são geralmente seguras e eficazes no tratamento do diabetes tipo 2 e para a perda de peso, contanto que sejam prescritas por profissionais habilitados, como endocrinologistas.

Ainda assim, como qualquer outra medicação, seu uso pode gerar alguns efeitos colaterais, que vale a pena citar:

Hipoglicemia

Embora menos comuns, em comparação com alguns outros medicamentos para diabetes, os agonistas de GLP-1 podem causar hipoglicemia (baixos níveis de açúcar no sangue), especialmente quando usados em conjunto com outros medicamentos para diabetes, como a insulina ou as sulfonilureias. No entanto, o risco de hipoglicemia com GLP-1 é geralmente menor.

Problemas gastrointestinais

Efeitos colaterais gastrointestinais, como náuseas, vômitos, diarreia e desconforto abdominal, podem ocorrer no início do tratamento com GLP-1. Geralmente, esses sintomas tendem a diminuir com o tempo.

Perda de peso

Embora seja um benefício para algumas pessoas, a perda de peso significativa pode ser um risco para outras, especialmente aquelas que não precisam ou não desejam perder peso.

Pancreatite

Embora rara, a pancreatite (inflamação do pâncreas) pode ocorrer como um efeito colateral. Os pacientes devem estar cientes dos sintomas de pancreatite, como dor abdominal intensa e persistente, e relatar imediatamente ao médico se ocorrerem.

Reações alérgicas

Embora raras, reações alérgicas, como erupção cutânea, inchaço ou dificuldade respiratória, podem ocorrer e devem ser comunicadas imediatamente ao médico.

É importante lembrar que nem todas as pessoas experimentarão esses efeitos colaterais ou riscos, e o uso de medicamentos à base de GLP-1 deve ser supervisionado por um médico que avaliará a relação entre os benefícios e riscos específicos para cada paciente. 

É fundamental que os pacientes comuniquem qualquer efeito colateral ou preocupação ao profissional de saúde para que o tratamento possa ser ajustado conforme necessário.

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Se você tem diabetes tipo 2 ou obesidade e interesse por avaliar se os medicamentos à base de GLP-1 são indicados para seu caso, considere a Clínica CLAF como sua opção.

Dispomos de endocrinologistas experientes e atenciosos que farão a avaliação do do seu quadro para recomendar a melhor opção.

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