Doenças na tireoide: engordam ou emagrecem?

A tireoide é uma glândula, localizada na região do pescoço, que é responsável por diversos processos do nosso corpo. Ela influencia desde o nosso metabolismo até nosso ritmo intestinal.

Problemas nessa glândula podem levar a diversos transtornos, inclusive ao ganho ou perda de peso, dependendo do tipo de alteração.

Pensando nisso, vamos te explicar a seguir se doenças na tireoide engordam ou emagrecem as pessoas e o que é possível fazer para tratar.

Acompanhe!

A influência da tireoide na nossa saúde

A glândula tireoide desempenha um papel crucial no funcionamento do nosso corpo, regulando o metabolismo e influenciando uma ampla gama de funções fisiológicas.

Localizada na parte anterior do pescoço, a tireoide produz hormônios importantes, principalmente o triiodotironina (T3) e a tiroxina (T4), que desempenham as seguintes funções:

Regulação do metabolismo

Os hormônios tireoidianos T3 e T4 desempenham um papel fundamental na regulação do metabolismo do corpo. Eles controlam a taxa na qual as células convertem nutrientes em energia, afetando assim processos como a produção de calor, o consumo de oxigênio e a queima de calorias.

Crescimento e desenvolvimento

Os hormônios tireoidianos são essenciais para o crescimento e desenvolvimento normais, especialmente durante a infância e a adolescência. Eles influenciam o desenvolvimento do sistema nervoso central, ossos e músculos, bem como a maturação sexual.

Regulação do sistema cardiovascular

A tireoide afeta o coração e o sistema cardiovascular. Os hormônios tireoidianos influenciam a frequência cardíaca, a força de contração do músculo cardíaco e a saúde dos vasos sanguíneos. 

O hipotireoidismo (produção insuficiente de hormônios tireoidianos) pode levar a uma diminuição da frequência cardíaca e aumento do risco de doenças cardiovasculares.

Controle da temperatura corporal

A tireoide desempenha um papel na regulação da temperatura corporal. Os hormônios tireoidianos ajudam a controlar a produção de calor e a resposta do corpo ao frio e ao calor.

Função digestiva

Os hormônios tireoidianos influenciam a função digestiva, incluindo a motilidade gastrointestinal e a absorção de nutrientes. Distúrbios da tireoide podem levar a sintomas gastrointestinais, como constipação ou diarreia.

Regulação do humor e cognição

A função tireoidiana afeta o humor, a cognição e o funcionamento mental. Níveis inadequados de hormônios tireoidianos podem causar alterações de humor, dificuldade de concentração, fadiga mental e outros sintomas neuropsiquiátricos.

Controle do peso corporal

A tireoide desempenha um papel na regulação do peso corporal. Níveis inadequados de hormônios tireoidianos podem levar a alterações no apetite, metabolismo e armazenamento de gordura, afetando o peso corporal.

Como vimos, distúrbios da tireoide, como hipotireoidismo (produção insuficiente de hormônios tireoidianos) e hipertireoidismo (produção excessiva de hormônios tireoidianos), podem ter um impacto significativo na saúde e no bem-estar. 

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado desses distúrbios são essenciais para garantir um funcionamento adequado do corpo e prevenir complicações.

Afinal, doenças na tireoide engordam ou emagrecem?

Certamente, os problemas na glândula tireoide podem afetar o peso corporal, mas é importante entender como cada condição específica da tireoide pode influenciar o peso.

Hipotireoidismo (produção insuficiente de hormônios tireoidianos)

O hipotireoidismo pode levar ao ganho discreto de peso. Isso ocorre porque níveis baixos de hormônios tireoidianos diminuem o metabolismo basal, o que pode resultar em uma queima de calorias mais lenta. 

Além disso, o hipotireoidismo pode causar retenção de líquidos e aumento do apetite, contribuindo para o ganho de peso.

Hipertireoidismo (produção excessiva de hormônios tireoidianos)

O hipertireoidismo pode levar à perda de peso. Nesta condição, os níveis elevados de hormônios tireoidianos aumentam o metabolismo basal, fazendo com que o corpo queime calorias mais rapidamente do que o normal. Isso pode resultar em perda de peso, mesmo que a pessoa não esteja tentando emagrecer. 

Além disso, o hipertireoidismo pode causar aumento do apetite e problemas gastrointestinais, que também podem contribuir para a perda de peso.

É importante ressaltar que nem todas as variações de peso estão necessariamente relacionadas à tireoide. Há uma série de outros fatores que podem influenciar o peso, como dieta, nível de atividade física, saúde geral, genética e condições médicas adicionais.

Se alguém suspeita de um problema na tireoide devido a alterações no peso ou outros sintomas, é importante consultar um médico para avaliação e diagnóstico adequados. O médico pode realizar exames de sangue para medir os níveis de hormônios tireoidianos e determinar se há uma condição da tireoide que precisa ser tratada.

Tireoide: diagnóstico e tratamentos?

O diagnóstico e o tratamento de problemas na tireoide envolvem uma abordagem multidisciplinar que pode incluir o médico de cuidados primários, endocrinologista e, em alguns casos, outros especialistas, dependendo da complexidade da condição.

Com relação ao diagnóstico, em geral são seguidos protocolos, como:

✅ Histórico clínico e exame físico – O médico começará obtendo informações detalhadas sobre os sintomas do paciente, histórico médico e familiar, e realizará um exame físico para detectar sinais de problemas na tireoide, como aumento ou diminuição do tamanho da glândula.

✅ Exames de sangue – Os exames de sangue são usados para medir os níveis de hormônios tireoidianos, como TSH (hormônio estimulante da tireoide), T4 total, T4 livre e T3 total. Esses testes ajudam a determinar se a tireoide está funcionando corretamente.

✅ Exames de imagem – Em alguns casos, exames de imagem, como ultrassonografia, cintilografia da tireoide ou tomografia computadorizada (TC), podem ser solicitados para avaliar a estrutura da glândula tireoide e identificar quaisquer anormalidades, como nódulos ou aumento do tamanho da glândula.

✅ Biópsia de tireoide – Se forem detectados nódulos na tireoide, uma biópsia pode ser realizada para determinar se são cancerígenos ou benignos. Isso geralmente é feito usando uma agulha fina para coletar uma amostra de células do nódulo para análise.

Já quando é confirmado algum problema na glândula tireoide, existem algumas opções de tratamento que podem ser seguidas, a depender de cada caso, como:

✅ Medicamentos – O tratamento para hipotireoidismo geralmente envolve a reposição hormonal com levotiroxina, um medicamento sintético que substitui o hormônio tireoidiano ausente. Para o hipertireoidismo, podem ser prescritos medicamentos antitireoidianos, para suprimir a produção excessiva de hormônios pela tireoide.

✅ Cirurgia – Em casos de nódulos tireoidianos suspeitos de serem cancerígenos, bócios grandes que causam sintomas significativos, ou hipertireoidismo grave que não responde ao tratamento medicamentoso, a cirurgia de tireoidectomia parcial ou total pode ser necessária.

✅ Terapia com iodo radioativo – A terapia com iodo radioativo é frequentemente utilizada para tratar o hipertireoidismo causado pela doença de Graves ou por nódulos tireoidianos hiperfuncionantes. O iodo radioativo é administrado oralmente e destrói as células tireoidianas que produzem hormônios em excesso.

✅ Acompanhamento e monitoramento – Após o início do tratamento, é importante que o paciente seja acompanhado regularmente pelo médico para monitorar os níveis hormonais e ajustar a medicação conforme necessário. Isso garante que o tratamento seja eficaz e que os sintomas sejam controlados adequadamente.

É essencial que qualquer plano de tratamento para problemas na tireoide seja individualizado, levando em consideração a gravidade da condição, os sintomas do paciente e quaisquer outras condições médicas existentes. 

O acompanhamento regular com endocrinologista é fundamental para garantir um gerenciamento adequado e eficaz dos problemas na tireoide.

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Hiperparatireoidismo: o que é, causas e tratamentos!

O hiperparatireoidismo é uma alteração nas glândulas paratireoides, que pode gerar intensas alterações nos níveis de cálcio e fósforo no organismo, provocando complicações potencialmente graves para a saúde de todo o organismo.

Mas você sabe o que causa esse problema? Quais fatores mais influenciam para seu surgimento? E se não for tratado, o que pode acontecer? Existe cura?

Essas e outras respostas você encontra nos parágrafos abaixo. 

Boa leitura!

Afinal, o que é hiperparatireoidismo?

O hiperparatireoidismo é uma condição caracterizada pelo funcionamento excessivo de uma ou mais das glândulas paratireoides, resultando em níveis elevados de hormônio paratireoideano (PTH) no sangue. 

As glândulas paratireoides são pequenas glândulas localizadas no pescoço, geralmente atrás ou ao lado da glândula tireoide, que produzem o PTH; hormônio importante na regulação do equilíbrio de cálcio e fósforo no organismo e que ajuda a aumentar os níveis de cálcio no sangue, principalmente estimulando a liberação de cálcio dos ossos e aumentando a reabsorção de cálcio pelos rins.

>>> Veja também – 7 sintomas de problemas na tireoide

Quais são as causas desse problema?

O hiperparatireoidismo pode ser causado por várias condições, que levam a um funcionamento excessivo das glândulas paratireoides. As causas principais podem ser categorizadas de acordo com os diferentes tipos de hiperparatireoidismo.

Hiperparatireoidismo primário

É o tipo mais comum. Geralmente ocorre devido a um tumor benigno (adenoma) em uma das glândulas paratireoides ou ao crescimento excessivo de todas as glândulas (hiperplasia), podendo ser:

✅ Adenoma paratireoideano: O adenoma é um tumor benigno que se forma em uma das glândulas paratireoides, causando um aumento na produção de PTH.

✅ Hiperplasia paratireoideana: Crescimento excessivo de todas as glândulas paratireoides, levando a uma produção elevada de PTH.

✅ Carcinoma paratireoideano (raro): Um tipo de câncer nas glândulas paratireoides, que pode resultar em níveis extremamente elevados de PTH.

Hiperparatireoidismo secundário

Geralmente é uma resposta a um outro problema, que leva a níveis baixos de cálcio no sangue, podendo ter origens como:

✅ Insuficiência renal crônica: Quando os rins não funcionam adequadamente, há uma diminuição na eliminação de fósforo, levando a níveis baixos de cálcio no sangue e estimulando a produção excessiva de PTH.

✅ Deficiência de vitamina D: A vitamina D é essencial para a absorção de cálcio no intestino. A deficiência de vitamina D pode resultar em hipocalcemia e estimular a produção de PTH.

Hiperparatireoidismo terciário

Ocorre quando o hiperparatireoidismo secundário não é corrigido e se torna persistente, muitas vezes após um transplante de rim.

Outras causas menos comuns para o hiperparatireoidismo podem ser:

✅ Neoplasias endócrinas múltiplas (NEM ): Algumas formas de síndromes NEM  – como a NEM1 e NEM 2A – estão associadas ao desenvolvimento de tumores nas glândulas paratireoides.

✅ Radiação no pescoço: Exposição à radiação na região do pescoço, especialmente durante tratamentos anteriores de câncer, pode aumentar o risco de hiperparatireoidismo.

✅ Drogas: Algumas drogas – como o lítio usado no tratamento de transtornos psiquiátricos – podem contribuir para o desenvolvimento do hiperparatireoidismo.

Quais os sintomas do hiperparatireoidismo? Como identificar?

O hiperparatireoidismo pode causar uma variedade de sintomas, que refletem o desequilíbrio nos níveis de cálcio no sangue. Esses sintomas podem variar em intensidade e podem se desenvolver gradualmente. 

Aqui estão alguns sintomas comuns do hiperparatireoidismo:

Sintomas gerais

Alguns sintomas causados pelo hiperparatireoidismo se assemelham aos causados por uma série de outras condições, como:

✅ Fadiga e fraqueza: A perda excessiva de cálcio pelos rins pode levar a fadiga e fraqueza.

✅ Dor óssea e articular: A descalcificação dos ossos pode causar dor nos ossos e nas articulações.

✅ Dificuldade de concentração e confusão: A hipercalcemia pode afetar a função cognitiva, levando a dificuldades de concentração e confusão.

✅ Problemas gastrointestinais: Náuseas, vômitos, constipação e perda de apetite.

✅ Micção e sede excessivas: O excesso de cálcio nos rins pode levar a um aumento na produção de urina e, consequentemente, à sede aumentada

✅ Sintomas relacionados à hipercalcemia severa: Cálculos renais, popularmente conhecidos como “pedras nos rins”, já que o aumento do cálcio na urina pode resultar na formação de cálculos.

✅ Arritmias cardíacas: Níveis elevados de cálcio podem afetar a função cardíaca, levando a palpitações e arritmias.

Sintomas ósseos

Devido às alterações nos níveis de cálcio no sangue – provocadas pelo hiperparatireoidismo – problemas ósseos são comuns, como:

✅ Osteoporose: A descalcificação óssea pode levar ao desenvolvimento de osteoporose.

✅ Fraturas ósseas: A fragilidade óssea aumenta o risco de fraturas.

Sintomas neurológicos

As alterações no equilíbrio eletrolítico (cálcio e fósforo), provocado por esse problema, também acabam afetando o funcionamento neurológico, provocando sintomas como:

✅ Dores de cabeça: A hipercalcemia pode estar associada a dores de cabeça.

✅ Depressão e mudanças de humor: Desequilíbrios nos níveis de cálcio podem afetar o humor e levar à depressão.

Diagnóstico

Para o diagnóstico do hiperparatireoidismo, costumam ser realizados exames de imagem – como ultrassonografia e cintilografia paratireoidiana – para localizar anormalidades nas glândulas paratireoides.

Além disso, também costumam ser realizados exames de sangue, para medir os níveis de cálcio, fósforo e PTH. 

Qual o tratamento?

O tratamento do hiperparatireoidismo depende da causa específica e da gravidade dos sintomas. Abaixo estão algumas abordagens comuns de tratamento, de acordo com cada tipo:

Hiperparatireoidismo primário

Nos casos em que o problema é provocado por um tumor benigno (adenoma) em uma das glândulas paratireoides ou ao crescimento excessivo de todas as glândulas (hiperplasia), os tratamentos mais comuns são:

✅ Observação ativa (monitoramento): Se o hiperparatireoidismo for leve e assintomático, o médico pode optar por uma abordagem de observação ativa, monitorando regularmente os níveis de cálcio no sangue e os sintomas.

✅ Cirurgia (paratireoidectomia): A remoção cirúrgica do adenoma (tumor benigno) ou das glândulas paratireoides hiperativas é frequentemente recomendada para casos mais graves ou sintomáticos.

Hiperparatireoidismo secundário

Já quando a causa é uma resposta a uma outra condição, que leva a níveis baixos de cálcio no sangue, os tratamentos podem ser:

✅ Tratamento da causa: Se o hiperparatireoidismo secundário estiver relacionado à insuficiência renal crônica ou deficiência de vitamina D, o tratamento visa corrigir essas condições.

✅ Suplementação de vitamina D e cálcio: Pode ser prescrita para corrigir os desequilíbrios nutricionais associados ao hiperparatireoidismo secundário.

Hiperparatireoidismo terciário

Finalmente, nos casos em que o problema se dá porque um hiperparatireoidismo secundário não foi corrigido adequadamente e se tornou persistente – como após transplantes de rim – as opções costumam ser:

✅ Cirurgia: Em alguns casos, a remoção cirúrgica das glândulas paratireoides afetadas pode ser recomendada.

✅ Acompanhamento médico: Independentemente do tipo de hiperparatireoidismo, o acompanhamento médico regular é essencial, envolvendo o monitoramento dos níveis de cálcio e PTH, avaliação dos sintomas, acompanhamento de complicações e ajuste de medicamentos (se necessário).

O tratamento específico será personalizado para cada paciente, com base na causa do problema, na gravidade dos sintomas e em outros fatores individuais. 

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Se você (ou alguém próximo) tem tido sintomas sugestivos de hiperparatireoidismo, saiba que buscar ajuda profissional o quanto antes fará toda diferença.

Nesse sentido, considere a Clínica CLAF como sua melhor opção. Dispomos de endocrinologistas experientes e atenciosos, que farão a avaliação do seu quadro.

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