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Hiperparatireoidismo: o que é, causas e tratamentos!

O hiperparatireoidismo é uma alteração nas glândulas paratireoides, que pode gerar intensas alterações nos níveis de cálcio e fósforo no organismo, provocando complicações potencialmente graves para a saúde de todo o organismo.

Mas você sabe o que causa esse problema? Quais fatores mais influenciam para seu surgimento? E se não for tratado, o que pode acontecer? Existe cura?

Essas e outras respostas você encontra nos parágrafos abaixo. 

Boa leitura!

Afinal, o que é hiperparatireoidismo?

O hiperparatireoidismo é uma condição caracterizada pelo funcionamento excessivo de uma ou mais das glândulas paratireoides, resultando em níveis elevados de hormônio paratireoideano (PTH) no sangue. 

As glândulas paratireoides são pequenas glândulas localizadas no pescoço, geralmente atrás ou ao lado da glândula tireoide, que produzem o PTH; hormônio importante na regulação do equilíbrio de cálcio e fósforo no organismo e que ajuda a aumentar os níveis de cálcio no sangue, principalmente estimulando a liberação de cálcio dos ossos e aumentando a reabsorção de cálcio pelos rins.

>>> Veja também – 7 sintomas de problemas na tireoide

Quais são as causas desse problema?

O hiperparatireoidismo pode ser causado por várias condições, que levam a um funcionamento excessivo das glândulas paratireoides. As causas principais podem ser categorizadas de acordo com os diferentes tipos de hiperparatireoidismo.

Hiperparatireoidismo primário

É o tipo mais comum. Geralmente ocorre devido a um tumor benigno (adenoma) em uma das glândulas paratireoides ou ao crescimento excessivo de todas as glândulas (hiperplasia), podendo ser:

✅ Adenoma paratireoideano: O adenoma é um tumor benigno que se forma em uma das glândulas paratireoides, causando um aumento na produção de PTH.

✅ Hiperplasia paratireoideana: Crescimento excessivo de todas as glândulas paratireoides, levando a uma produção elevada de PTH.

✅ Carcinoma paratireoideano (raro): Um tipo de câncer nas glândulas paratireoides, que pode resultar em níveis extremamente elevados de PTH.

Hiperparatireoidismo secundário

Geralmente é uma resposta a um outro problema, que leva a níveis baixos de cálcio no sangue, podendo ter origens como:

✅ Insuficiência renal crônica: Quando os rins não funcionam adequadamente, há uma diminuição na eliminação de fósforo, levando a níveis baixos de cálcio no sangue e estimulando a produção excessiva de PTH.

✅ Deficiência de vitamina D: A vitamina D é essencial para a absorção de cálcio no intestino. A deficiência de vitamina D pode resultar em hipocalcemia e estimular a produção de PTH.

Hiperparatireoidismo terciário

Ocorre quando o hiperparatireoidismo secundário não é corrigido e se torna persistente, muitas vezes após um transplante de rim.

Outras causas menos comuns para o hiperparatireoidismo podem ser:

✅ Neoplasias endócrinas múltiplas (NEM ): Algumas formas de síndromes NEM  – como a NEM1 e NEM 2A – estão associadas ao desenvolvimento de tumores nas glândulas paratireoides.

✅ Radiação no pescoço: Exposição à radiação na região do pescoço, especialmente durante tratamentos anteriores de câncer, pode aumentar o risco de hiperparatireoidismo.

✅ Drogas: Algumas drogas – como o lítio usado no tratamento de transtornos psiquiátricos – podem contribuir para o desenvolvimento do hiperparatireoidismo.

Quais os sintomas do hiperparatireoidismo? Como identificar?

O hiperparatireoidismo pode causar uma variedade de sintomas, que refletem o desequilíbrio nos níveis de cálcio no sangue. Esses sintomas podem variar em intensidade e podem se desenvolver gradualmente. 

Aqui estão alguns sintomas comuns do hiperparatireoidismo:

Sintomas gerais

Alguns sintomas causados pelo hiperparatireoidismo se assemelham aos causados por uma série de outras condições, como:

✅ Fadiga e fraqueza: A perda excessiva de cálcio pelos rins pode levar a fadiga e fraqueza.

✅ Dor óssea e articular: A descalcificação dos ossos pode causar dor nos ossos e nas articulações.

✅ Dificuldade de concentração e confusão: A hipercalcemia pode afetar a função cognitiva, levando a dificuldades de concentração e confusão.

✅ Problemas gastrointestinais: Náuseas, vômitos, constipação e perda de apetite.

✅ Micção e sede excessivas: O excesso de cálcio nos rins pode levar a um aumento na produção de urina e, consequentemente, à sede aumentada

✅ Sintomas relacionados à hipercalcemia severa: Cálculos renais, popularmente conhecidos como “pedras nos rins”, já que o aumento do cálcio na urina pode resultar na formação de cálculos.

✅ Arritmias cardíacas: Níveis elevados de cálcio podem afetar a função cardíaca, levando a palpitações e arritmias.

Sintomas ósseos

Devido às alterações nos níveis de cálcio no sangue – provocadas pelo hiperparatireoidismo – problemas ósseos são comuns, como:

✅ Osteoporose: A descalcificação óssea pode levar ao desenvolvimento de osteoporose.

✅ Fraturas ósseas: A fragilidade óssea aumenta o risco de fraturas.

Sintomas neurológicos

As alterações no equilíbrio eletrolítico (cálcio e fósforo), provocado por esse problema, também acabam afetando o funcionamento neurológico, provocando sintomas como:

✅ Dores de cabeça: A hipercalcemia pode estar associada a dores de cabeça.

✅ Depressão e mudanças de humor: Desequilíbrios nos níveis de cálcio podem afetar o humor e levar à depressão.

Diagnóstico

Para o diagnóstico do hiperparatireoidismo, costumam ser realizados exames de imagem – como ultrassonografia e cintilografia paratireoidiana – para localizar anormalidades nas glândulas paratireoides.

Além disso, também costumam ser realizados exames de sangue, para medir os níveis de cálcio, fósforo e PTH. 

Qual o tratamento?

O tratamento do hiperparatireoidismo depende da causa específica e da gravidade dos sintomas. Abaixo estão algumas abordagens comuns de tratamento, de acordo com cada tipo:

Hiperparatireoidismo primário

Nos casos em que o problema é provocado por um tumor benigno (adenoma) em uma das glândulas paratireoides ou ao crescimento excessivo de todas as glândulas (hiperplasia), os tratamentos mais comuns são:

✅ Observação ativa (monitoramento): Se o hiperparatireoidismo for leve e assintomático, o médico pode optar por uma abordagem de observação ativa, monitorando regularmente os níveis de cálcio no sangue e os sintomas.

✅ Cirurgia (paratireoidectomia): A remoção cirúrgica do adenoma (tumor benigno) ou das glândulas paratireoides hiperativas é frequentemente recomendada para casos mais graves ou sintomáticos.

Hiperparatireoidismo secundário

Já quando a causa é uma resposta a uma outra condição, que leva a níveis baixos de cálcio no sangue, os tratamentos podem ser:

✅ Tratamento da causa: Se o hiperparatireoidismo secundário estiver relacionado à insuficiência renal crônica ou deficiência de vitamina D, o tratamento visa corrigir essas condições.

✅ Suplementação de vitamina D e cálcio: Pode ser prescrita para corrigir os desequilíbrios nutricionais associados ao hiperparatireoidismo secundário.

Hiperparatireoidismo terciário

Finalmente, nos casos em que o problema se dá porque um hiperparatireoidismo secundário não foi corrigido adequadamente e se tornou persistente – como após transplantes de rim – as opções costumam ser:

✅ Cirurgia: Em alguns casos, a remoção cirúrgica das glândulas paratireoides afetadas pode ser recomendada.

✅ Acompanhamento médico: Independentemente do tipo de hiperparatireoidismo, o acompanhamento médico regular é essencial, envolvendo o monitoramento dos níveis de cálcio e PTH, avaliação dos sintomas, acompanhamento de complicações e ajuste de medicamentos (se necessário).

O tratamento específico será personalizado para cada paciente, com base na causa do problema, na gravidade dos sintomas e em outros fatores individuais. 

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Se você (ou alguém próximo) tem tido sintomas sugestivos de hiperparatireoidismo, saiba que buscar ajuda profissional o quanto antes fará toda diferença.

Nesse sentido, considere a Clínica CLAF como sua melhor opção. Dispomos de endocrinologistas experientes e atenciosos, que farão a avaliação do seu quadro.

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